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Animais, plantas, máquinas: da dominação humana à dependência ecológica


Vista da cidade de São Francisco através do Monte Daividson | Foto: Reprodução


Do IHU, 17 Agosto 2022
Por 
Doug Bierend


"A tecnologia muitas vezes pressupõe a dominação humana, mas, em vez disso, pode refletir a nossa dependência ecológica".

O comentário é de Doug Bierend, escritor estadunidense interessado em ciência, mídia, tecnologia, ecologia, decrescimento e subversividade geral a serviço de um mundo mais justo e sustentável, e autor de “In Search of Mycotopia”. O artigo foi publicado por Real Life Magazine, 08-08-2022. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o artigo.

É solitário no topo, mas não precisaria ser. Nós, humanos, tendemos a nos ver como os objetos ungidos da evolução, e a nossa inteligência, como a vanguarda da ordem improvável cultivada em meio a um universo entrópico. Embora não haja como determinar qualquer propósito ou intenção por trás dos processos que nos produziram, muito menos para onde eles vão ou deveriam levar, isso não impediu algumas pessoas de fazerem afirmações a esse respeito.



Por exemplo, consideremos a escola de pensamento chamada “longo-prazismo” [longtermism], explorada por Phil Torres em um artigo para a Aeon [disponível em inglês aqui]. O longo-prazismo – uma visão de mundo sustentada, como observa Torres, por algumas pessoas altamente influentes, incluindo Elon Musk, Peter Thiel, o empresário de tecnologia Jaan Tallinn e Jason Matheny, vice-assistente do presidente Biden para tecnologia e segurança nacional –vê essencialmente a principal diretriz do Homo sapiens como a maximização do “potencial” da nossa espécie.

Esse potencial – muitas vezes definido ao longo de linhas utilitárias como a maximização da população, da distribuição, da longevidade e do conforto que os futuros humanos poderiam alcançar nos próximos milênios – é o que os longo-prazistas dizem que deveria orientar as decisões que tomamos hoje. A sua versão mais extrema representa uma espécie de destino interestelar manifesto, de excepcionalismo humano na escala mais vasta possível.

As estrelas são um mero substrato para a extensão e preservação dos dons supostamente únicos da nossa espécie. Alguns imaginam afetuosamente os nossos descendentes distantes espalhados pelo universo em uma simbiose com máquinas semelhante a um útero materno, abrigados em ambientes virtuais, desfrutando de estados perpétuos de felicidade – a Matrix como utopia.

A filosofia longo-prazista também se sobrepõe à linha de pensamento “transumanista”, articulada por figuras como o filósofo Nick Bostrom, que descreve a natureza humana como incompleta [disponível em inglês aqui], “um começo semipronto que podemos aprender a remodelar de maneiras desejáveis”.

Aqui, a humanidade como atual ou historicamente constituída não é tanto um fim, mas sim um meio para alcançar um destino muito maior. O transumanismo defende a possibilidade de escapar dos vínculos grosseiros dos nossos cérebros e corpos limitados, para nos tornarmos “mais do que humanos”, em um sentido que lembra o construtor fictício de androides Eldon Tyrell em “Blade Runner”: “O comércio é o nosso objetivo”, vangloria-se Tyrell. “‘Mais humano do que o humano’ é o nosso lema.”

Animais, plantas, máquinas

Em vez de celebrar e aprofundar o nosso papel dentro do mundo que nos produziu, essas perspectivas buscam exagerar e consumar um processo de separação de séculos de duração historicamente possibilitado pelas forças emparelhadas da tecnologia e do capital.



Mas essa não é a única concepção possível do “mais do que humano”. Em seu excelente novo livro “Ways of Being”, James Bridle também invoca o “mais do que humano” não como um esforço para exceder as nossas próprias limitações por meio de várias formas de aprimoramento, mas como uma megacategoria que reúne essencialmente tudo, desde micróbios e plantas até a água e a pedra, chegando até às máquinas. É um agrupamento tão vasto e diverso a ponto de ser indefinível, o que faz parte do argumento de Bridle: a categoria desaparece, e o que importa são as interações dentro dela. “Mais do que humano”, nesse sentido, descarta o excepcionalismo humano em favor do reconhecimento da natureza ecológica da nossa existência, a coconstrução das nossas vidas, futuros e mentes com o próprio mundo.



“Modos de ser. Animais, plantas, máquinas: a busca por uma inteligência planetária”, novo livro de James Bridle (Foto: Divulgação)

A partir desse ponto de vista, a inteligência humana é apenas uma forma de um fenômeno mais universal, um “florescimento” emergente encontrado em toda a árvore evolutiva. É no meio do emaranhado de ramos de toda a vida que a nossa inteligência se torna inteligível; uma gestalt, mais do que uma característica particular.

Como escreve Bridle, “a inteligência não é algo que existe, mas algo que se faz. É ativa, interpessoal e generativa, e se manifesta quando pensamos e agimos.” Na narrativa de Bridle, a mente e o sentido existem por meio da relação com tudo o que existe no mundo, vivo ou não. Aceitando isso, faz pouco sentido elevar a agência e as prioridades humanas acima de todas as outras. Se as nossas mentes são excepcionais, ainda é apenas em termos da sua relação com tudo o mais que age no mundo. Ou seja, nossas mentes, assim como nossos corpos, não são apenas nossas; eles dependem de todo o restante, o que sugeriria que o caminho a seguir deveria envolver o movimento com o mundo mais amplo, em vez de tentar escapar dele ou superá-lo.

Essa forma de pensar toma emprestados muitos conceitos e cosmologias indígenas. Ela descentraliza a perspectiva e as prioridades humanas, colocando-as dentro de uma concatenação infinita de agentes engajados no projeto coletivo da existência. Nenhum ponto de vista é favorecido mais do que outro, nem mesmo o biológico sobre o mineral ou o mecânico. É um convite a se envolver com o mundo “mais-do-que-humano” não como se ele consistisse de objetos, mas sim de sujeitos companheiros.

A tecnologia hoje existe em grande parte como uma ferramenta do capital, atendendo ao seu impulso fundamental para a acumulação, a vantagem competitiva e o lucro privado, e ajudando a reforçar as suposições do domínio humano sobre o não humano - Doug Bierend Tweet

Tecnologia e tecnólogos

Isso vai contra o impulso de cercear e conquistar a natureza, que foi reificado pelo nosso próprio estudo dela. Os projetos científicos e taxonômicos da botânica e da zoologia que primeiro catalogaram a vertiginosa diversidade da vida eram em grande parte de natureza colonialista, e os insights de Darwin sobre a evolução foram tomados para justificar um mundo ordenado para a espécie humana e, no caso do darwinismo social, para vários subgrupos dentro dela. É claro que até mesmo Darwin reconheceu que a evolução é pelo menos tanto uma questão de colaboração quanto de competição.

A tecnologia também conta nesse conceito expansivo de “mais do que humano”. Mas a tecnologia hoje existe em grande parte como uma ferramenta do capital, atendendo ao seu impulso fundamental para a acumulação, a vantagem competitiva e o lucro privado, e ajudando a reforçar as suposições do domínio humano sobre o não humano.

A tecnologia proporcionou aos humanos imensas vantagens na vida sobre a Terra – certamente não chegamos à dominação em virtude da nossa força e velocidade – e, depois de três séculos moldados cada vez mais profundamente pela tecnologia, alguns dos seres mais poderosos que vivem agora são os tecnólogos.

É revelador que os sonhos de Elon Musk para a humanidade tenham como premissa escapar deste belo mundo, e que a ideia de ambientalismo de Jeff Bezos seja transformar o planeta em uma reserva natural – um ecossistema murado para impedir a participação humana.

Isso oferece uma visão cristalina de aonde as forças duais do capital e da tecnologia têm nos levado: a total alienação do planeta que nos produziu e do qual somos parte. Esse impulso chega a buscar eliminar a morte, uma parte necessária da vida como a conhecemos; transcender a morte significaria também transcender a vida e tornar-se algo completamente diferente, e certamente não mais humano em nenhum sentido relacionado ao mundo que nos fez.

À luz disso, o impulso de abandonar o planeta, viver para sempre e aumentar ou ceder o nosso pensamento totalmente para as máquinas pelo menos se sustenta com uma certa coerência escatológica.

Isso oferece uma visão cristalina de aonde as forças duais do capital e da tecnologia têm nos levado: a total alienação do planeta que nos produziu e do qual somos parte. Esse impulso chega a buscar eliminar a morte, uma parte necessária da vida como a conhecemos - Doug Bierend Tweet

Dualismos capitalistas

O capitalismo sempre dependeu de um dualismo que defende que a mente humana é algo separado da matéria bruta da vida biológica. Como observa o antropólogo econômico Jason Hickel em um episódio recente do podcast Upstream, esse senso de separação foi crucial para superar as “fortes barreiras morais e culturais que impedem você de danificar e explorar os ecossistemas dos quais você depende”.


 Upstream · How Degrowth Will Save the World with Jason Hickel (In Conversation)


Para o capitalismo prosperar, argumenta Hickel, os primeiros capitalistas reconheceram que teriam que superar a “visão de mundo da interdependência e então houve um esforço conjunto para tentar destruir essa história de interconexão e substituí-la por outra coisa”.

A tecnologia sob o capitalismo serviu amplamente a esse propósito ideológico; seus “avanços” se basearam em um processo de crescente atomização e desconexão da natureza, um fenômeno que agora se revela em estudos populacionais, assim como em filmes e em outras expressões culturais.

Tal desconexão é tomada coletivamente como o preço necessário do progresso, estritamente definido. Assim, mesmo que a tecnologia contemporânea facilite cada vez mais a “interconectividade”, há, no entanto, um crescente reconhecimento da alienação social, ecológica e psicológica. A lacuna é profunda o suficiente para que muitas pessoas falem irônica e inconscientemente em “escapar” para a natureza, como se a natureza não existisse em todos os lugares a que vamos. Ao mesmo tempo, a tecnologia oferece um convite para ampliar os nossos conceitos de agência e pessoalidade.

A “inteligência artificial”, como o termo sugere, pode ser entendida como apenas mais uma tecnologia que reforça a distinção entre o humano e todo o restante. A perceptível ameaça do fato de as máquinas possivelmente se tornarem sencientes (como um ex-funcionário do Google concluiu recentemente) pode se tornar outra pretensão para os humanos aprofundarem o seu senso de controle e encontrarem ainda novas formas para estender a sua dominação. Mas ver a senciência em máquinas também pode sugerir que os nossos conceitos de inteligência e até de pessoalidade estão se ampliando.

Tal debate não depende realmente de uma máquina ser uma mente em qualquer sentido que a reconheçamos, mas se a trataremos como tal. No campo emergente das máquinas “inteligentes”, como observa Bridle, temos a chance de definir termos diferentes de engajamento com essas novas adições às fileiras do mais-do-que-o-humano.

No nosso envolvimento com as máquinas – tanto quanto no nosso envolvimento com o mundo ao nosso redor – ainda podemos nos descentrar como árbitros da mente e do sentido da vida sobre a Terra. Isso – e não a reprodução do capitalismo ou a expansão da dominação humana – pode estar entre os objetivos mais elevados que a tecnologia ajuda os humanos a alcançar.

Parentesco interespécie

Bridle está entre uma série de pensadores que procuraram teorizar e fomentar uma forma mais recíproca de se mover e se relacionar com o mundo ao nosso redor – uma visão de parentesco profundo e interespécie anteriormente popularizada nas obras de Donna Haraway e Octavia Butler. Pensadores mais recentes que adotaram essas ideias incluem Adrienne Marie-Brown, cujo livro de 2017 intitulado “Emergent Strategy” exortou a ampliação da reciprocidade em vez do estreitamento da hierarquia; a artista Jenny Odell, cujo livro “How to Do Nothing” explorou o profundo poder e a necessidade urgente de desmercantilizar o nosso tempo e a nossa atenção; e o romancista Richard Powers, cujos contos entrelaçados de plantas e vida humana traçam uma história entretecida e compartilhada por agentes humanos e mais do que humanos.

Nos últimos anos, também houve uma crescente curiosidade popular sobre fungos, forrageamento, observação de pássaros, meditação, tarô, astrologia, bruxaria e um interesse público renovado no saber ecológico tradicional. Mesmo o grande sucesso de um filme existencialista como “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, e o livro best-seller de Ed Yong intitulado “An Immense World”, que explora o umwelt (ou cosmovisão) de seres não humanos, tudo isso sugere um crescente desejo de reexaminar os nossa papéis e as nossas responsabilidades uns com os outros, uns com todos, humanos ou não.

Talvez esses sejam os primeiros sinais de uma rejeição mais ampla do chauvinismo humano que nos trouxe a uma era definida em grande parte pelo desespero social e pelo colapso ecológico. À medida que novos telescópios espaciais, instrumentos genéticos e algoritmos sofisticados revelam perspectivas, oportunidades e questões novas e empolgantes, alguns podem simplesmente ver um mapa em expansão de fronteiras a serem dominadas e exploradas. Até que ponto a nossa visão em expansão do universo inspira humildade em vez de arrogância?

Se existe um anverso perfeito para a noção de um império humano eterno entre as estrelas, ele pode ser o simples ato de vagar por entre as árvores. A tarefa de forragear não é interrogar ou controlar o ambiente, mas escutar e responder às pistas ambientais. Muitas vezes, alguém descobrirá que um palpite ou um indício – aquele leve vinco sobre um amontoado de folhas é um cogumelo? – se mostra correto, como se um pensamento fosse compartilhado com as árvores. Como escreve a etnógrafa Anna Tsing, “é bom pensar a partir dos hábitos não cultivados dos cogumelos selvagens (...) os cogumelos selvagens nos pressionam a fazer parte de ecologias multiespécies nas quais o controle pode ser impossível”.





Nas saídas de campo de conservação e documentação, até mesmo os micologistas acadêmicos diferem de seus colegas por tomarem o seu tempo e, por causa da natureza inconstante dos seres que procuram, confiarem na sua intuição. A micologista Patty Kaishian caracteriza essas saídas como um “vagar cronometrado” [timed wander]. Isso pode não parecer cientificamente rigoroso, mas muitas vezes compensa, especialmente para aqueles que cultivaram uma relação com aquilo que procuram e com o lugar onde o procuram.

Fungos inteligentes

E, novamente, as interações sutis entre as nossas mentes, os ambientes e o “mais do que humano” com o qual os compartilhamos são pouco compreendidas pela ciência – milênios de tradição, história e ritual serviram como um meio de interface com eles, como Dolores LaChapelle explica em um artigo sobre o ritual [disponível em inglês aqui].

E, como observa Bridle, a maneira mais eficaz de mapear um espaço desconhecido é explorá-lo aleatoriamente, sugerindo uma inteligência prosaica e primordial subjacente a todas as coisas e uma sabedoria em deixar o mundo pensar um pouco por nós.

Se nossas mentes são coconstruídas com o mundo ao nosso redor, existindo na miríade de maneiras pelas quais o envolvemos assim como naquilo que está entre os nossos ouvidos, isso também pode nos levar a questionar se alguma inteligência pode ser considerada artificial. Parece presunçoso qualificar qualquer inteligência desse modo, quando ainda somos tão ignorantes da sua natureza – de fato, os fungos também estão sendo reconhecidos como muito mais inteligentes do que a ciência acreditava ser possível.

Parece presunçoso qualificar qualquer inteligência [como artificial], quando ainda somos tão ignorantes da sua natureza – de fato, os fungos também estão sendo reconhecidos como muito mais inteligentes do que a ciência acreditava ser possível - Doug Bierend Tweet

Isso não é nenhuma novidade para todos: pergunte a um forrageiro ou a alguém com uma relação próxima ou mais tradicional com o seu ambiente, e você provavelmente ouvirá um relato sobre a inteligência dos fungos, assim como tudo o mais que possa se encontrar entre o mundo mais do que humano. Uma vez que a perspectiva é adquirida por meio da experiência, é impossível esquecer ou dar um desconto.

A remediação da minha própria separação da natureza começou no topo de uma montanha na capital da tecnologia, quando peguei cogumelos pela primeira vez no topo do Monte Davidson (apropriadamente, o ponto mais alto de São Francisco). Uma cruz de 30 metros de altura eleva-se sobre o seu pico, mas eu fiquei paralisado ao ver os arbustos que cresciam na periferia. Brilhantes e verdes à luz do sol, eles pareciam me olhar de volta, enquanto eu era dominado por um novo sentimento de companheirismo com esses terráqueos frondosos.




Cruz do Monte Davidson (Foto: Tim Adams | Wikimedia Commons)




Trilha no Monte Davidson (Foto: www.mountdavidsoncross.org)

As horas se passaram, e a minha atenção se desviou para as distantes casas geminadas em tons pastel do Sunset District, depois para o céu crepuscular onde estrelas, aviões e nuvens apareciam suspensas em uma treliça cristalina. Assim como muitas viagens psicodélicas, foi um deleite visual, mas foi muito mais impactante a compreensão profunda e sem palavras de que eu e tudo à minha vista fazíamos parte de um todo majestoso e unificado.

A verdade nas “costuras do império”

Cogumelos psicodélicos são percebidos por alguns como uma tecnologia, creditada pelo crescimento e pela complexificação dos cérebros humanos. Mas o nosso envolvimento com eles é impossível de traçar em termos utilitaristas – a relação entre os cérebros humanos e a molécula de psilocibina é tão emergente e indisciplinada quanto qualquer outro fenômeno na natureza. Seus benefícios para a alteração da mente são realmente notáveis apenas pela capacidade de nossos cérebros de observá-los e, em vez de sugerir um mundo construído especificamente para elevar a agência e a inteligência humanas, eles são um lembrete da natureza totalmente contingente dos nossos cérebros e da nossa existência. Nossos cérebros – o nosso mundo e o nosso umwelt – carregam todos as marcas do mundo que compartilhamos com tudo e com todos.


Cogumelos psicodélicos, também conhecidos como alucinógenos (Foto: Pixabay)

Com observa Anna Tsing, cogumelos úteis se acumulam ao longo nas fronteiras da atividade humana e nas “costuras do império”. Pode parecer que os fungos estão fazendo uma espécie de declaração ao emergirem entre as rachaduras do chão, às margens dos empreendimentos, minando e oferecendo alternativas para um mundo de concreto que foi construído por uma ordem capitalista em ruínas e que a ela representa.


É claro que os cogumelos não podem falar, e, mesmo que pudessem, poderíamos debater novamente se isso representaria uma verdadeira inteligência. Isso não significa que não devamos nos esforçar para escutar. Certamente isso não é mais absurdo do que aspirar a decolar e deixar a Terra para trás como um meio para preservar a vida humana.

Enquanto os tecnólogos insistem que olhemos para os céus em busca de sinais de esperança e de meios de fuga, talvez a saída do emaranhado seja encontrar o caminho de volta para o emaranhado das florestas.

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