Mapeamento das línguas indígenas do Pará. Arte de Fernando AlvarusMapeamento das línguas indígenas do Pará (Arte: Fernando Alvarus)

O Brasil está entre os dez países mais multilíngues do mundo. Só que, ao mesmo tempo, é um dos países que tem a maior população monolíngue do planeta, chama a atenção o antropólogo Marcus Vinícius Garcia, da Divisão Técnica de Diversidade Linguística do Departamento do Patrimônio Imaterial, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Por considerar que a diversidade linguística encontra-se ameaçada no país, a Década das Línguas Indígenas, defende, será fundamental para o Brasil: “Os indígenas e as línguas indígenas vivem um drama histórico, porque a sociedade brasileira dificultou a cidadania cultural desses povos originários”, afirma Garcia.

Leu essas? Série especial A Força das Línguas Indígenas

“A língua é um processo político”, defende a professora Ivânia dos Santos Neves, que, à frente do Grupo de Estudos Mediações, Discurso e Sociedades Amazônicas (Gedai), da Universidade do Pará, coordenou a pesquisa “Retratos do contemporâneo: as línguas indígenas na Amazônia paraense”.

#ProjetoColabora

Edu Cezimbra | abril 13, 2022 às 11:53 am | Tags: línguas indígenas | Categorias: Alfabetização Cultural, Amazônia, Antropologia, brasil, comunicação, conhecimentos indígenas, Cultura, Decolonialidade, descolonização cultural, Ecologia dos Saberes, educação, epistemologias do sul, Povos Indígenas, Sociologia, teoria do conhecimento | URL: https://wp.me/p6Nfke-1Bd