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Ucrânia acusa Rússia de desrespeitar cessar-fogo; Moscou diz que “nacionalistas” ucranianos interromperam trégua

Governo ucraniano adiou a retirada de civis em Mariupol; chancelaria russa diz que Ucrânia usou breve pausa na ofensiva russa para atrair mais forças


Mariupol (Foto: Reuters)


Do Brasil 247, 5 de março de 2022

247, com agências internacionais - Autoridades interromperam a evacuação planejada de civis da cidade portuária do mar de Azov, controlada pela Ucrânia, Mariupol, neste sábado (5), acusando a Rússia de continuar bombardeios, apesar da promessa de fornecer passagem segura.

Segundo a RT, “a Rússia reconhece Mariupol como parte da República Popular de Donetsk (DPR), que se separou da Ucrânia logo após o golpe de 2014 em Kiev. No entanto, a própria cidade foi mantida pela Ucrânia” -o que pode ser uma indicação que a cidade será anexada.

O acordo teve início às 10h no horário de Moscou (madrugada no Brasil) e valia somente para as cidades de Mariupol e Volnovakha, que estavam cercadas pelas forças russas.

Moscou anunciou um cessar-fogo temporário para permitir que os moradores deixem a cidade, que está bloqueada pelas forças russas, através de corredores humanitários acordados. No entanto, a Câmara Municipal de Mariupol disse pouco depois das 12h40, hora local, que a evacuação havia sido “adiada”.

“O lado russo não cumpre o cessar-fogo e continua a bombardear Mariupol e seus arredores”, disse o conselho em um breve comunicado nas redes sociais. O conselho acrescentou que a evacuação será retomada assim que o cessar-fogo for restaurado.

Enquanto isso, o Ministério da Defesa russo insistiu que havia garantido uma passagem segura nas rotas humanitárias de Mariupol e nas proximidades de Volnovakha.

O ministério reiterou sua alegação de que os “nacionalistas” ucranianos não estão permitindo que os civis saiam e usou a breve pausa na ofensiva russa para atrair mais forças. O Ministério da Defesa acrescentou que está pronto para trabalhar com o lado ucraniano para resolver a crise humanitária.

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, acusara anteriormente os ucranianos de usar civis em Mariupol e em outros lugares como um “escudo humano”. A RT não conseguiu verificar de forma independente a situação em Mariupol.

Moscou atacou a Ucrânia na semana passada, argumentando que estava defendendo o DPR e a vizinha República Popular de Lugansk, outra república que se separou da Ucrânia em 2014. Moscou também disse que estava buscando a “desmilitarização e desnazificação” da Ucrânia. Kiev disse que a invasão foi totalmente espontânea e pediu ajuda à comunidade internacional.

A Ucrânia acusou tropas russas de bombardear áreas residenciais em Kiev e outras grandes cidades, incluindo Kharkov. Moscou sustenta que visa apenas locais militares, como aeródromos e estações de radar.

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