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PÍLULAS: Estudo da Fiocruz detalha os dois anos da covid no Brasil

• Dois anos de pandemia no Brasil • Covid grave em crianças • EUA debatem vacinas a bebês • Reajuste de salário na Saúde em SP • Planos de saúde e quimioterapia oral • Como prevenir zoonoses • Opioides nos EUA • Biodiversidade no topo da Amazônia •



De OUTRASAÚDE, 11 de Fevereiro 2022
Por Redação;Estudo da Fiocruz detalha os dois anos da covid no Brasil


Aos poucos revela-se com mais nitidez o retrato da maior emergência de saúde da era contemporânea. O Boletim especial divulgado anteontem, 9/2, pelo Observatório Covid 19 é leitura obrigatória para quem tem interesse em descobrir o caos que a emergência causou no Brasil. O gráfico abaixo sintetiza a mudança de aspecto da covid à medida que evoluía no país.



Covid: síndrome grave em crianças pode dar sequela cardíaca

O alerta vem de um estudo inédito do Instituto da Criança e do Adolescente, do Hospital das Clínicas de SP. Esses pacientes jovens que desenvolvem síndrome inflamatória multissistêmica pediátrica, em razão da covid, podem sofrer alteração dos vasos sanguíneos que nutrem o coração até seis meses após a alta hospitalar – e os sintomas podem passar despercebidos pela família e os médicos. Se persistirem, as alterações levam ao aumento de infarto e insuficiência cardíaca na vida adulta. Um estudo que analisou amostras de coração de oito crianças que morreram da síndrome encontrou o vírus dentro do músculo cardíaco, o que causou inflamação nos vasos que chegam ao coração e pequenos coágulos no interior deles. O hospital já registrou 36 casos em 2021. Esses resultados preocupantes reforçam ainda mais a necessidade de vacinação e acompanhamento de longo prazo das crianças que tiveram a síndrome após contraírem a covid.

EUA: Diante aceleração da ômicron, um dilema na vacinação infantil

Na semana que vem, os consultores científicos da Food and Drug Administration (FDA) – a Anvisa norte-americana – vão decidir se endossam duas doses da vacina da Pfizer para crianças de 6 meses a 4 anos, antes que os ensaios clínicos completos sejam concluídos. O pedido para a autorização antecipada tem dividido opiniões: por um lado, autoridades da Saúde argumentam a importância de começar a vacinar as crianças pequenas agora, antes que surja uma nova variante potencialmente mais perigosa; por outro, pode desencorajar os pais que têm alguma hesitação, e até abalar a confiança dos que já estão ansiosos para imunizar os filhos. Alguns especialistas aconselham liberá-las agora apenas para crianças de alto risco. O debate surgiu após os resultados dos primeiros testes, em dezembro, mostrarem que apenas duas doses não produziam tantos anticorpos no grupo de 2 a 4 anos. Os estudos que avaliam a terceira dose devem terminar em março.

Profissionais da Saúde: SP anuncia reajuste de salário

O governador de SP, João Doria, anunciou nesta quinta-feira (10/2) o aumento de 20% no salário de profissionais da Saúde do Estado e outros servidores, passando a valer a partir do dia 1º de março. A Assembleia Legislativa ainda deve aprovar a medida. Apesar do agrado, a Associação de Delegados de Polícia do Estado de São Paulo lançou uma nota reivindicando melhores condições de trabalho “que ultrapassem a lógica de um mero reajuste”. Pedem reforma no plano de carreira, regulamentação da jornada de trabalho e mudança para o sistema de subsídio.

Senado: planos de saúde têm que cobrir quimioterápicos orais

O Senado aprovou uma proposta de lei que obriga os planos de saúde a cobrir o uso de medicamentos de uso oral e domiciliar para tratar câncer. Os senadores mudaram a medida provisória (MP) que havia sido enviada pelo governo. Antes da MP, o executivo havia vetado um projeto de lei do Senado sobre o assunto. O jornal Estado de São Paulo cita uma divergência: a Anvisa pode decidir se os fármacos devem ser cobertos pelos planos? Ou a Agência Nacional de Saúde também precisa intervir? Conforme a Agência Câmara de Notícias, o problema é que o governo havia vetado a cobertura obrigatória dos tratamentos, e a Câmara manteve o veto. Mas o Senado o derrubou por 52 votos a 14. O texto dos senadores seguiu ontem mesmo, 10/2, para ser novamente votado na Câmara.

A receita para prevenir pandemias e poupar vidas (e também a economia)

As pandemias podem se tornar mais frequentes e graves. Um estudo multidisciplinar, noticiado pelo jornal Valor, e que envolveu 20 cientistas de universidades dos cinco continentes, prevê que 3,3 milhões de pessoas morram anualmente por zoonoses. Chegaram a valores de US$ 350 milhões e US$ 21 trilhões na avaliação financeira de perdas de vidas humanas, levando em conta o PIB global em 2019, e gastos como a produção de vacinas e medidas remediadoras depois que o caos já foi instaurado. No centro da crise, o meio ambiente – e a Amazônia: conter o desmatamento, o tráfico de animais silvestres, bem como a proteção das comunidades tradicionais, são consideradas as principais medidas para a prevenção de doenças transmitidas de animais para humanos. Isso porque a floresta é a maior depositária de roedores, primatas e morcegos, que são hospedeiros de vírus patógenos.

Crise de opioides nos EUA: tratamento individualizado é a solução?

O Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) publicou um documento preliminar que propõe as novas diretrizes para prescrição de analgésicos opioides e removem o teto de dosagem recomendado para pacientes com dor crônica. Embora os limites propostos na última diretriz do CDC fossem apenas recomendações, muitos médicos levaram a risca temendo por processos criminais e civis, e acabaram reduzindo consideravelmente o tratamento, quando não suspendendo. Com isso, o órgão tem recebido uma chuva de queixas de pacientes com dor crônica que dependem de dosagens de opioides superiores ao recomendado. Estudos mostram que o número de prescrições de opioides em geral vem caindo desde 2012, e o declínio aumentou após a publicação das diretrizes de 2016. Ao mesmo tempo, o documento incentiva que os profissionais adotem “terapias de não opioides”. As diretrizes propostas também oferecem extensas recomendações para o tratamento alternativo da dor aguda – dor de curto prazo que pode vir com uma lesão como um osso quebrado ou após uma cirurgia – e desaconselham o uso de opiáceos.

No teto da Amazônia, milhares de espécies nunca vistas

Uma multidão de invertebrados além das familiares moscas, besouros ou abelhas vivem ocultos nas folhas mais altas da floresta. Agora apareceram: caíram em armadilhas colocadas por cientistas em vários andares de uma torre de 53 metros na selva, perto de Manaus. Em duas semanas as arapucas coletaram quase 38 mil insetos, de 18 ordens diferentes. Quase 70% dos bichos viviam acima dos 8 metros de altura, e cerca de 90% deles ainda não estão descritos pela ciência. “É como se tivesse um outro continente acima das nossas cabeças”, disse ao Jornal da USP o entomólogo Dalton de Souza Amorim, da USP de Ribeirão Preto.

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