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Filme conta a história de mulheres atingidas por rompimento de barragem da Vale, em Brumadinho

A produção audiovisual retrata a organização dos atingidos em busca da reparação justa integral



Da Redação do Brasil de Fato | Minas Gerais (MG) | 05 de Fevereiro de 2022 


Após três anos do rompimento de barragem da Vale em Brumadinho, atingidas falam sobre a situação do município - Foto: Reprodução "3 anos de luto e luta"

O dia 25 de janeiro de 2019 transformou a vida de milhares de famílias da Bacia do Rio Paraopeba e do Lago de Três Marias, em Minas Gerais. A data marca o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Vale no Córrego do Feijão, em Brumadinho, que deixou rastros de lama, morte e destruição.

Passados três anos do crime, a Associação Estadual de Defesa Ambiental e Social (AEDAS) lançou, nesta semana, o minidocumentário “3 anos de luto e de luta”. A produção de 10 minutos compartilha a história do crime a partir das experiências de Maria dos Anjos e Márcia de Medeiros.

“Esse outro rapaz não foi encontrado até hoje. Já esse, meu afilhado, essa foi a única vez que ele foi à praia. Não dá pra gente esquecer. Não dá pra gente achar que esse luto vai passar um dia, porque todos eles eram de dentro da nossa casa. Quando é uma pessoa, às vezes você chora. Mas, quando a gente pensa que são muitos, é um dia que a gente sofre pelas outras famílias”, diz Maria na produção, enquanto mostra fotografias.

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As atingidas contam também sobre a situação atual do município de Brumadinho. Após as enchentes do início de janeiro, cidades e comunidades ao longo da Bacia do Rio Paraopeba sofreram mais uma vez com a lama contaminada. “A lama que não veio com o rompimento, agora chegou com toda força nas casas da gente”, explica Márcia.

O mini documentário retrata ainda o processo de organização dos atingidos e atingidas em busca por reparação justa e integral, e da recuperação de seus direitos básicos.

Assista:

Fonte: BdF Minas Gerais
Edição: Larissa Costa e Sarah Fernandes

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