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Trabalhadores são resgatados em condições análogas à escravidão no DF e em Goiás

ção fiscalizatória, divulgada nesta sexta (2), libertou 12 pessoas em empresa de produção de hortaliças e carvoaria


Por Cristiane Sampaio
Do Brasil de Fato | Brasília (DF) | 02 de Abril de 2021



Em 25 anos, mais de 55 mil trabalhadores já foram resgatados de condições análogas à escravidão no Brasil - Sergio Carvalho/MTE

Doze trabalhadores que viviam em situação análoga à escravidão foram resgatados em uma operação em duas cidades da região Centro-Oeste, Vicente Pires (DF) e Alto Paraíso de Goiás (GO). A ação, divulgada nesta sexta-feira (2), envolveu equipes de autores fiscais do trabalho, hoje vinculados ao Ministério da Economia, além do Ministério Público do Trabalho (MPT) e da Polícia Federal (PF).

No caso de Vicente Pires, o local onde seis trabalhadores foram encontrados era uma empresa de produção de hortaliças que também era utilizada para produzir agrotóxicos, produtos químicos considerados altamente danosos à saúde humana e ao meio ambiente.

O local, que fica a 20 km da Praça dos Três Poderes, em Brasília, continha pesticidas expostos e condições precárias, sem água potável para os funcionários e com fiações à mostra. Apenas um dos resgatados tinha carteira de trabalho assinada pelo empregador.

Em Alto Paraíso de Goiás, os demais trabalhadores resgatados pela operação atuavam em uma carvoaria. O empregador não oferecia equipamentos de segurança para a execução da atividade e os dormitórios estavam em condições precárias, sem armários e sem vedação que impedisse a entrada de insetos. As instalações também não tinham banheiro, o que obrigava os funcionários a fazerem suas necessidades em um matagal.

Os dois espaços foram interditados e os trabalhadores transferidos para um lugar que oferecia melhores condições de trabalho. Os nomes dos empregadores e das empresas não foram publicados. Os donos foram autuados com multa total de R$ 44,9 mil, valor que engloba valores salariais e rescisórios.

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