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Lutando para provar sua inocência, Henrique Pizzolatto mostra as notas comprovando que o “mensalão do PT” pagou à Globo: R$ 6.793.387,81

Do Viomundo, 21 de Março 2021 - 14h30
A entrevista de Pizzolatto ao Viomundo




Como o ex-presidente Lula disse à época, em entrevista ao Fantástico, quando fazia uma viagem ao Exterior, o chamado “mensalão” do PT foi caixa dois.


Caixa dois que o ministro Onyx Dornelles Lorenzoni, da Secretaria-Geral da Presidência da República do Brasil, admitiu mais recentemente: recebeu R$ 300 mil da JBS e pagou R$ 189 mil em multa.

Ah, mas Lorenzoni é do DEM e serve a Jair Bolsonaro.

O caso dele não foi parar no STF, mas foi tratado na instância própria, a Justiça Eleitoral, que o encaminhou à PGR por tratar-se de deputado federal com foro privilegiado.

A PGR fechou o acordo — e caso encerrado.

Mas, no caso do caixa dois petista, diferentemente do mensalão tucano em Minas Gerais, não houve desmembramento, ou seja, remessa dos autos de quem não tinha foro privilegiado, para a primeira instância.

[No mensalão tucano, que a mídia inicialmente chamava de mensalão mineiro, para poupar o PSDB, houve comprovadamente desvio de dinheiro público, de empresas estatais como a Cemig, o Companhia Energética de Minas Gerais, mas alguém ouviu falar o nome do tesoureiro do PSDB de Minas?

Era preciso julgar todos os 40 réus do PGR Antonio Fernando em conjunto, no STF, pulando instâncias, caso contrário seria impossível remeter a opinião pública à ideia do Ali Babá (Lula) e os quarenta ladrões.

A Globo trabalhou como ninguém pelo mensalão, acolhendo as teses do relator Joaquim Barbosa sem levantar qualquer dúvida ou crítica.

Predecessor do juiz/promotor Sergio Moro, o ministro/promotor Barbosa não só abraçou uma versão “torta” do domínio do fato — versão denunciada como errônea pelo criador da própria teoria, o alemão Claus Roxin — como insistiu na tese de que a direção do PT teria desviado dinheiro público, do Banco do Brasil.

Porém, já está provado que o dinheiro nunca foi do BB, mas da Visanet, empresa constituída pela Visa em parceria com bancos brasileiros para promover cartões de crédito com sua bandeira.

Mais: uma auditoria comprovou que 90% do dinheiro supostamente desviado foi gasto em atividades promocionais, inclusive em comerciais que foram ao ar em empresas do Grupo Globo.

A tese do “promotor” Joaquim Barbosa levou o então ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu, o diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolatto, o presidente do PT José Genoino e o tesoureiro do partido, Delúbio Soares, a serem denunciados por “formação de quadrilha” — aliás, eles foram absolvidos desta acusação específica, mas só depois de terem ardido na fogueira pública cujas chamas foram assopradas pela Globo, Veja e adjacências.



As duas frases de Joaquim Barbosa, ditas acima, não correspondem à verdade.

Dentre as provas da defesa, um singelo ofício do Banco do Brasil assegurando que “a origem, propriedade e gestão dos recursos do Fundo de Incentivo Visanet pertenciam à Companhia Brasileira de Meios de Pagamento (CBMP) — VISANET” (hoje Cielo).

Não, o Banco do Brasil, embora acionista da Visanet, não colocou dinheiro no Fundo de Incentivo, conforme auditoria do próprio banco atestou: “De acordo com o regulamento de constituição e uso do Fundo de Incentivo Visanet, a CBPM sempre se manterá como legítima proprietária do fundo, devendo ser os recursos destinados exclusivamente para ações de incentivos aprovadas pela Visanet, não pertencendo os mesmos ao BB — Banco de Investimentos e nem ao Banco do Brasil”.

Mas, e os milhões em dinheiro público que o PT teria desviado do Banco do Brasil para comprar votos (nunca provado), fazendo pagamentos mensais a deputados da oposição (nunca provado), para comprar a reforma da Previdência — que a oposição mais do que muitos petistas queria aprovar?

Resultado da perícia

O perito Fernando Cesar Guarany só não conseguiu validar R$ 7,3 milhões, 10% da fortuna que teria sido desviada pelo PT, depois de analisar as notas emitidas e os serviços comprovadamente realizados.

A não ser que a Globo tenha… emitido notas falsas.

Neste caso, se aplicado o “domínio do fato” à direção da Globo, ela teria de ser condenada junto com os petistas, por embolsar dinheiro sabidamente sujo.

A acreditar nas notas fiscais, o hoje denominado Grupo Globo embolsou R$ 6.793.387,81 do “mensalão do PT”, em dinheiro público!

Foi para comprar reportagens positivas no Jornal Nacional? Para evitar que Lula fosse atacado? Para deixar Lula fora das acusações? Ou para pagar por aquela entrevista que ele deu ao Fantástico?

Tudo isso é tão verossímil quanto a teoria de Joaquim Barbosa de que o dinheiro da Visanet era do Banco do Brasil, talvez o pilar central da acusação.


Arq 1 n fs grupo globo from Luiz Carlos Azenha


Arq 2 n fs grupo globo from Luiz Carlos Azenha


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