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O mundo distópico da Amazon e seu segredo

Superexploração do trabalho, em ambientes infernais. Ataque mortal ao pequeno varejo. Exploração das fragilidades psíquicas do público. Ainda assim, multidões seguem comprando — por já não desejarem nada, exceto o consumo



De OUTRASPALAVRAS, 28 de Setembro, 2020
Por Thomas Klikauer e Nadine Campbell, no CounterPunch |Tradução: Simone Paz



As condições de trabalho dickensianas da Amazon representam a versão particular de Jeff Bezos dos moinhos satânicos de William Blake. As terríveis condições de trabalho na Amazon vem sendo amplamente discutidas. Mesmo hoje em dia, o trabalho em um dos armazéns da Amazon lembra o estudo seminal de Friedrich Engel sobre a Condição da Classe Trabalhadora na Inglaterra (1845). Além disso, os armazéns também nos remetem à obra de George Orwell, 1984. Jeff Bezos chama seus depósitos de “centros de realização”, mas trabalhar nesses depósitos é o oposto da realização pessoal.

Uma das principais ideologias de Bezos, implementadas na Amazon, é o que ele chama de “Dia 1”. Com isso, ele quer dizer que todo dia é como se fosse o primeiro — para agir sempre como uma startup, e não relaxar pelo que se conquistou ontem. Hoje é um novo dia. De fato, todo dia é um novo dia. A Amazon é uma companhia orientada pelas principais diretrizes de Bezos: a intensidade e o forte esforço para a eficiência. A complacência é estritamente proibida. O segundo núcleo do império de Bezos consiste em seu medo de que a Amazon sucumba a algo como uma doença de grande empresa. Isso ocorre quando os gerentes se concentram mais uns nos outros e do que na empresa; e assim, a navegação na burocracia corporativa, o nepotismo interno, o favoritismo e a política de escritório tornam-se mais importantes do que a corporação em si

Para reduzir essa chance, Bezos foca no que é conhecido como o lema “o cliente é rei”, dando grande ênfase aos fatores externos e, ao mesmo tempo, diminuindo a ênfase do propósito de sua empresa — a obtenção de lucros. No caso da companhia de serviços da Amazon, a ideologia gerencial de tornar tudo mais barato, rápido e amigável para o cliente, ajuda Bezos enormemente a pressionar todos em sua linha corporativa — uma espécie de Gleichschaltung (sincronização) gerencial em que todos dentro da Amazon andam a passos de ganso ideológicos

Essa ideologia é fortemente apoiada pelo que Cathy O’Neil chama de “Arma de Destruição da Matemática”. Na Amazon, isso significa uma dependência cada vez maior de algoritmos matemáticos.

Além disso, eles administram a empresa quase como se ela se tratasse de um autômato sem cérebro. A Amazon coleta uma grande quantidade de dados — chamados de Big Data — de seus clientes e usa algoritmos para alimentar seu monstro algorítmico. Nos armazéns da Amazon, os trabalhadores são apenas uma pequena engrenagem na roda que Bezos e seus agentes corporativos empurram implacavelmente. Graças a esses operários dos armazéns, o sucesso veio rapidamente. Em 2019, a corporação controlava 40% de todas as vendas online dos Estados Unidos.

Mas a Amazon não está sozinha. O Walmart é de longe a maior empresa do mundo em receita e também vem trabalhando para entrar no clube dos algoritmos, investindo pesado em inteligência artificial (IA) que vincule os negócios à big data. Este é o futuro do varejo online, se não do varejo como um todo. O velho sonho de Frederic Taylor de transformar o ser humano em um apêndice das máquinas e o sonho de Ford de vincular esse apêndice a uma linha de montagem, é hoje turbinado por um sistema executado por fórmulas matemáticas, algoritmos, big data e inteligência artificial.

Pior. Os funcionários de armazém da Amazon são expostos a uma pressão constante de hipereficiência baseada exclusivamente em números. A Amazon emprega centenas de milhares de trabalhadores em sua vasta rede global de depósitos. Seus trabalhos são exigentes, degradantes e não sindicalizados. A “cultura” corporativa da Amazon — apesar desses lugares não terem cultura alguma — é acelerada, extremamente agressiva e intolerável com os trabalhadores e gerentes intermediários. Além disso, o manejo das caixas de papelão que a Amazon utiliza é altamente prejudicial ao meio ambiente. A Amazon gere bilhões de entregas. Ela também administra torres de servidores de alto consumo energético que dão suporte ao serviço de nuvem próprio da Amazon, chamado Amazon Web Service (AWS). Tudo isso está aumentando as emissões mundiais de gases de efeito estufa. A pegada de carbono da Amazon deve ser muito tóxica.

Como se tudo isso não bastasse, em 2017 e 2018, legalmente, a Amazon pagou pouco ou nenhum imposto de renda nos EUA. Isso é difícil de engolir, visto que a Amazon registrou um lucro de 10 bilhões de dólares só em 2018. Você pode ficar rico explorando trabalhadores e não pagando impostos. O patrimônio líquido de Jeff Bezos era de 196 bilhões de dólares (na segunda-feira, 24 de agosto de 2020, 18h, horário de Sydney).

Para criar uma cortina de fumaça nessa história toda, o departamento corporativo de Relações Públicas da Amazon gasta dinheiro de maneira generosa. Em 2018, os norte-americanos foram questionados sobre quais instituições eles acreditavam mais. Os Democratas escolheram a Amazon.

Os Republicanos escolheram a Amazon em terceiro lugar, depois do Exército e da Polícia. Os entrevistados respeitavam mais a Amazon do que: o FBI, as universidades, o Congresso, a imprensa, os tribunais e a religião. 51% dos lares americanos frequentam a igreja, mas 52% têm uma conta Amazon Prime. Mais uma vez, o consumismo vence a religião — não que ambas sejam contradições. Claro, sempre pode piorar, e piora. Surpreendentemente, 44% disseram que preferem ficar um ano sem transar do que ter que ficar um ano sem a Amazon — o que revela muito sobre a qualidade do sexo nos EUA. 77% escolheriam a Amazon em vez do álcool por um ano. Também, descobriu-se que:


+ 47% já fez compras online enquanto estava no banheiro;

+ 57% enquanto estava no trabalho;

+ 23% quando sentado, no trânsito; e

+ 19% quando bêbado.

A principal razão pela qual os consumidores preferem a Amazon — especialmente numa crise sanitária como a pandemia do Coronavirus — é que as compras online economizam tempo, evitam aborrecimentos e as despesas de dirigir ou pegar transporte público até uma loja para comprar itens mundanos, como meias ou baterias. Mesmo antes da pandemia, isso já levava a um certo isolamento social. Enquanto a Amazon finge apenas fornecer um serviço aos clientes, ela explora sistematicamente a vulnerabilidade da psicologia humana ao entrar na Internet. Essa exploração é feita por meio do que a indústria chama de “tecnologia persuasiva”.

A Amazon oferece o impressionante número de 600 milhões de itens. Entre eles, tem até fronha estampada com a foto do Nicolas Cage sem camisa, por 5,89 dólares. Como expressou uma feliz cliente chamada Kara: “Me sinto superprotegida sabendo que o Nicolas está comigo na cama” — não é de admirar que as vidas sexuais estejam em declínio. Pode até parecer engraçado ou triste, mas o capitalismo corporativo vence novamente.

A fronha saiu de um dos 175 depósitos da Amazon. O império de armazéns da Amazon despachou cerca de 3,3 bilhões de pacotes em 2017 — o equivalente a quase metade da população mundial. Em 2018, esse número subiu para 4,4 bilhões de embalagens, o que soma 12 milhões de embalagens por dia.

A fronha do Nicolas Cage veio de um armazém lotado. Enquanto isso, os apartamentos de Bezos em Manhattan ocupam 1.600 m² de sala, com doze quartos, dezesseis banheiros, salão de baile, biblioteca, elevador privativo e 532 m² de terraços com vista para o parque e a cidade, avaliados em 80 milhões de dólares. O salário mínimo de Nova York era 12,50 de dólares por hora em 2020. Em outras palavras, um trabalhador de armazém da Amazon com um salário mínimo precisaria de 6, 4 milhões de horas para pagar por tal apartamento. Se esse trabalhador trabalhasse 24 horas por dia, 7 dias por semana, sem dormir, sem gastos com comida nem casa, ele precisaria de “apenas” 730,1 anos para pagar por esse apartamento.

Há um grande número de trabalhadores que tornam a Amazon — e a riqueza de Bezos — possível. Na sequência, estão seus gerentes intermediários ou superiores e, finalmente, os “principais tenentes” de Bezos. Esses operários administrativos promovem uma cultura corporativa deliberadamente projetada para seguir o Darwinismo Social. Inclusive, o próprio contrato já informa que trabalhar na empresa pode envolver um alto grau de estresse relacionado ao trabalho — leia-se: o trabalho é muito estressante. Também faz o funcionário se comprometer a não tentar mover nenhum processo contra a empresa decorrente desse estresse.

Como muitos CEOs corporativos obstinados e líderes não-democráticos do mundo empresarial e político, que ocupam cargos semiditatoriais ou totalmente ditatoriais, Bezos se considera um cara legal — principalmente por ter criado muitos empregos similares ao trabalho escravo e por fazer caridade. Além disso, ele segue um elemento clássico do gerencialismo. Como a maioria dos funcionários e dos CEOs corporativos, Bezos prefere lidar com as coisas numéricas. O gerenciamento de coisas pode ser quantificado, diferentemente das coisas que não-quantificáveis, como as emoções humanas.

Para disfarçar essa estratégia e melhorar a imagem da Amazon, a corporação depende de uma boa propaganda empresarial. Assim como Rockefeller [magnata do petróleo] ficou bem visto após o Massacre de Ludlow com a ajuda de Poison Ivy — um homem que colaborou com os nazistas alemães. Assim como eles e como quase qualquer outra corporação — desde Union Carbide (Bhopal), Exxon (Valdez), Enron, BP (Golfo do México), Volkswagen (emissões) a muitas outras que já foram ou ainda serão — a Amazon também dirige um sofisticado departamento de relações públicas para camuflar suas próprias patologias corporativas. O departamento de RP costumava ser chamado de Propaganda, mas é que relações públicas soa muito melhor. O padrinho das relações públicas, Edward Bernays, disse: “propaganda virou um palavrão, então inventei as relações públicas”. Para esconder suas patologias corporativas, a Amazon dirige uma equipe de RP que cresceu de um punhado de profissionais para um exército da propaganda, composto por 250 pessoas.

Quando Bezos se aproveitou da péssima situação econômica do Washington Post em 2013, para comprá-lo por US$ 250 milhões, pode ser que ele tenha feito isso porque o Post é um pilar da democracia que valia a pena salvar. Esse tipo de iniciativas faz com que Bezos seja visto com bons olhos. Mas isso não se traduz ao interior da Amazon. A Amazon é administrada de uma forma totalmente não democrática e completamente antissindical. O lado bom é que, diferentemente do superpropagandista Rupert Murdoch, Bezos se abstém de interferir nas decisões editoriais do dia a dia do Post. Bezos pode ser um empresário implacável, mas ele não é jornalista. E é suficientemente inteligente para saber disso e fazer o que faz de melhor: administrar a Amazon, e fazer postagens que mais parecem de um revendedor de carros de terceira classe de Mendota, Califórnia.

Um dos pontos fortes da Amazon é a sua estrutura de negócios semi-federal, o que dá certo nível de cripto-independência às unidades da companhia. A Amazon possui uma sede sem maior relevância, praticamente sem escritórios nem QGs (como seria de esperar), em grande parte porque Bezos acredita que isso geraria excesso de comunicação desnecessária e supérflua. Em vez disso, a Amazon baseia-se nos princípios clássicos da economia 101: “oferta e demanda”. Ela busca continuamente baixar os preços para seus compradores e, assim, aumentar o número de clientes. Isso atrai mais vendedores independentes que desejam atingir o crescente tráfego online da plataforma Amazon, o que por sua vez significa mais receita para a empresa. Em última análise, tudo isso permite uma economia de escala que ajuda a baixar ainda mais os preços da Amazon. O preço baixo conquista mais clientes, o que atrai mais vendedores e assim o ciclo continua. É o sonho do crescimento eterno do capitalismo

Para projetar e aperfeiçoar o maquinário da economia de escala da Amazon, a corporação tem gastado cerca de US$ 30 bilhões por ano em pesquisa e desenvolvimento (P&D) — mais do que qualquer outra empresa no mundo. Mas a Amazon nem enxerga isso como P&D. Na Amazon, P&D não se separa do resto da corporação. Ainda assim, grande parte dos US$ 30 bilhões são gastos em TI ou na melhoraria da IA (inteligência artificial) ou em big data. A IA é amplamente usada para analisar os mais de 300 milhões de clientes da Amazon em detalhes cada vez mais minuciosos e sofisticados. A infalível máquina de TI da Amazon toma decisões sobre compras, preços e onde estocar produtos. Constantemente aperfeiçoado e continuamente alimentado com novos dados de clientes, o software de IA da Amazon analisa montanhas de dados e prepara-os para serem usados pela Amazon com o único objetivo de se beneficiar: ou seja, para maximizar os lucros.

O que beneficia a Amazon é sua sofisticação, cada vez maior, em IA. Assim, seus algoritmos podem medir, por exemplo, as vendas de um novo suéter vermelho em comparação com o modelo anterior e usar essa diferença de vendas para alimentar seus modelos de IA e melhorar os pedidos futuros. Na Amazon, esse sistema funciona na lógica dos esteróides. Cada vez que um cliente compra ou simplesmente pesquisa um produto online, pede um filme, ouve uma música ou lê um livro, o sistema toma nota. E a Amazon sabe como fazer isso melhor do que qualquer serviço secreto jamais fez. O algoritmo da Amazon está constantemente aprendendo a ser mais inteligente para uma próxima vez. Ofereça aos clientes produtos mais precisos e ganhe mais dinheiro para a empresa. Chegará o momento em que a Amazon saberá o que você está procurando melhor do que você!

Nesse sentido, a IA da Amazon continua sendo sua ferramenta preferida. Mas, aos poucos, a IA se infiltra não só na tomada de decisões corporativas da Amazon, mas também nas decisões cruciais da sociedade — como diagnosticar um paciente, conceder uma hipoteca ou decidir quem consegue um emprego ou entra na faculdade. Pode ser, perfeitamente, que um dia o mundo acabe com um punhado de oligopólios globais de IA controlando nossas compras, nosso entretenimento, nossa saúde, nossas finanças e nosso destino.

Este mundo poderá ser facilmente dividido no que a Amazon chama de “Prime” (algo como premium) e o resto. O Amazon Prime é importante para a Amazon por dois motivos: em primeiro lugar, dá aos consumidores a ilusão de ser uma mini-elite que custa 59 dólares anuais ou 6,99 mensais. É relevante perceber que os clientes Prime gastam cerca de US$ 1.300 por ano, em comparação com os US$ 700 que o resto gasta, em média. Em segundo lugar, o Prime não só vicia os seus membros na compra de coisas, mas, mais importante: ele os puxa para a órbita da Amazon como se fossem sugados pela Estrela da Morte de Star Wars.

E ainda tem mais! A Amazon também oferece a Alexa. Alexa se tornou cada vez mais possível à medida em que a IA de reconhecimento de voz melhorou durante a última década. Alexa é baseada em um modelo de machine learning que se treina ouvindo o que milhões de humanos já disseram e para fazer suposições altamente precisas sobre o que foi dito e o que será dito. A Amazon tem cerca de cinco milhões de palavras em seu banco de dados de vocabulário em inglês. Reconhecer uma palavra específica entre cinco milhões de palavras sem contexto é um problema extremamente difícil. A Amazon domina isso. Para alguns, este é apenas um acessório doméstico alimentado por voz. Para a Amazon, é uma máquina que registra fatos infinitos sobre a vida diária de um usuário. Isso produz ainda mais dados a serem usados pela Amazon, para se tornar maior e mais lucrativa.

Nesse ínterim, nos movemos em direção a um mundo de respostas curtas com uma capacidade de atenção do tamanho de uma pulga. É bem provável que este se torne um mundo em que perdemos a noção da palavra escrita. Muito disso tem um custo alto, já que a lacuna digital está aumentando para aqueles com uma conta Amazon Prime e aqueles sem. A Amazon elimina o intermediário, lojas de verdade estão fechando e as compras passam a ser feitas online. A pandemia de 2020 turbinou tanto esse processo como os lucros da Amazon. Enquanto isso, centenas de milhares de trabalhadores perderão seus empregos nas indústrias capturadas pela Amazon. A McKinsey chega a estimar que, em 2030, 800 milhões de pessoas globalmente — ou 30% de toda a força de trabalho global — terão que se reinventar.

Este processo não é impulsionado apenas por compras online e IA, mas também por robôs. A Amazon vem trabalhando arduamente para substituir seus 125 mil trabalhadores de tempo integral e os 100 mil trabalhadores de tempo parcial em seus depósitos por robôs. Antes que este sonho se torne realidade, os armazéns da Amazon continuarão sendo lugares horríveis. Percorrendo o site Indeed.com, podemos ler sobre como é trabalhar na Amazon: “sentimentos de isolamento”; “má administração”; “dificuldade de uso dos aparelhos leitores de códigos”; “nunca trabalhe para a Amazon”; e, “local de trabalho altamente estressante”… “se prepare para não ter vida fora do trabalho”.

Como consequência, muitos dos trabalhadores de armazéns da Amazon não duram muito por causa de estresse, carga de trabalho, vigilância constante dos gerentes, processo de avaliação horrível, ameaças de advertências ou demissões, trabalho fisicamente abusivo, etc. Outros alertam: “ter um dia ruim lá dentro vai lhe custar o emprego”, “não consigo pensar em nenhum dia em que eu vim para o trabalho com alegria”. Ele destrói seu espírito e destrói seu corpo. Um trabalhador disse que inexistiam decência, respeito e dignidade. Outro trabalhador, que trabalhava como picker (preparador de pedidos), disse que encontrou uma garrafa de Coca-Cola com urina em uma prateleira, provavelmente deixada ali por algum trabalhador assustado demais para ir ao banheiro. A Amazon, não é de surpreender, discorda veementemente de tais acusações.



THOMAS KLIKAUER E NADINE CAMPBELL
Thomas Klikauer e Nadine Campbell são colunistas do portal CounterPunch.

Thomas é doutor em Ciências Políticas e professor doutor na Western Sydney University, também é autor de livros como "Managerialism" (Palgrave, 2013) e de mais de 20 artigos acadêmicos publicados até na Universidade de Sussex.

Nadine Campbell é professora doutora e Conselheira Acadêmica da Escola de Negócios da Western Sydney University. Também, é fundadora da Abydos Academy.

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