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FIM DA ERA AMERICANA? ESPECIALISTA PREDIZ FRACASSO TOTAL PARA EUA NA ARENA MUNDIAL

Do 247, 27 de Abril, 2019


Especialista americano revela razões que fazem os EUA perderem suas posições na arena mundial, acrescentando que no futuro próximo isso pode levar ao fracasso político e diplomático do país

Sputnik Brasil - Especialista americano revela razões que fazem os EUA perderem suas posições na arena mundial, acrescentando que no futuro próximo isso pode levar ao fracasso político e diplomático do país.

O professor de Relações Internacionais da Universidade de Harvard (EUA), Stephen Walt, explicou em seu artigo na revista Foreign Policy por que os Estados Unidos estão perdendo rapidamente suas posições, o que, por sua vez, pode provocar o fracasso do país no palco mundial.

De acordo com ele, a política sem princípios do atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apenas uniu os adversários de Washington e também afastou seus aliados. Isso também leva à situação em que os Estados Unidos não conseguem atingir compromissos com outros países sobre vários dos grandes problemas internacionais.

Ele também observa que, desde que John Bolton ocupou o cargo de conselheiro de Segurança Nacional e Mike Pompeo se tornou o secretário de Estado dos EUA, o governo de Trump começou a seguir a abordagem unilateral em política externa que foi típica da presidência de George W. Bush.

Ao mesmo tempo, Walt indica que esse período se caracterizou por toda uma série de fracassos internacionais, em particular, pela guerra no Iraque. Naquele tempo os EUA estavam seguros de que tinham ganho um grande poder e conseguiriam resolver problemas sozinhos e impor sua vontade aos outros Estados usando apenas a demonstração de força.

Na opinião do cientista político, a atual administração norte-americana está seguindo o mesmo caminho. Em particular, ele cita as ameaças de Trump de iniciar guerras comerciais não só com a China, mas também com os parceiros europeus, bem como suas decisões impulsivas de se retirar do Acordo de Parceria Transatlântica de Comércio e Investimento (APT) e do Acordo Climático de Paris. Ademais, o especialista destaca exemplos da diplomacia de ultimatos de Trump em relação à Coreia do Norte, ao Irã e à Venezuela, o que não levou a nenhuns resultados.

Nessa conexão, o professor enfatiza que tal política de Washington levou a que muitos países, mesmo os objetivamente fracos, não querem obedecer aos Estados Unidos porque esperam ser traídos. Além disso, tais ações dificultam seriamente para os Estados Unidos o processo de criação de coalizões internacionais.

"Se o Irã finalmente decidir retomar o programa nuclear [...], o resto do mundo não seguirá imediatamente a bandeira dos EUA e não apoiará medidas mais duras. Por quê? Por que todos sabem que foram os Estados Unidos, e não o Irã, que enterraram o acordo", escreve.

Entretanto, Walt observa que a política egoísta de Washington resulta em que países que antes era difícil de imaginar como aliados, nomeadamente a Rússia e a China, começaram a convergir para confrontar os Estados Unidos.

Em conclusão, o professor reconhece que os EUA continuam sendo um Estado poderoso devido ao seu sistema financeiro e ao papel do dólar na arena mundial, mas cada vez mais países começam a entender que tudo tem limite e Washington, se continuar tal política, pode em breve chegar a esse ponto, o que resultaria em um fiasco total para os Estados Unidos.

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