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OAS USOU EMPRESAS PARA MASCARAR DOAÇÕES ELEITORAIS, DIZEM DELATORES

Do 247, 9 de Março, 2019


Executivos do grupo OAS que hoje são delatores afirmaram que a empreiteira usava como laranjas suas empresas prestadoras de serviço para disfarçar doações em campanhas eleitorais; nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral de 2010 até 2014, ao menos 13 das firmas mencionadas somaram repasses oficiais de R$ 5 milhões para 40 candidatos e pelo menos três direções partidárias; entre elas está o nome do ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que recebeu doação de R$ 50 mil da empresa Arcoenge em 2010

247 - Executivos do grupo OAS que hoje são delatores afirmaram que a empreiteira usava como laranjas suas empresas prestadoras de serviço para disfarçar doações em campanhas eleitorais.

Essa prática ganhou o apelido de "caixa três" na delação da Odebrecht, que usou mecanismo parecido em eleições pré-Lava Jato. A Odebrecht delatou em 2016 um acordo com a dona da marca de cerveja Itaipava, que custeava campanhas eleitorais a seu mando e, em troca, recebia desconto na construção de fábricas.

Segundo os jornalistas Felipe Bächtod e Wálter Nunes, da Folha de S. Paulo, os depoimentos não trazem detalhes dos políticos beneficiários dessa prática. Mas, nas prestações de contas informadas à Justiça Eleitoral de 2010 até 2014, ao menos 13 das firmas mencionadas somaram repasses oficiais de R$ 5 milhões para 40 candidatos e pelo menos três direções partidárias.

Entre essas candidaturas, de 12 partidos, há nomes de expressão nacional, como o atual ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni (DEM), que recebeu doação de R$ 50 mil da empresa Arcoenge em 2010, o hoje prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), e os ex-governadores Sérgio Cabral (MDB) e Tarso Genro (PT).

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