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Enxugue de Cargos de Bolsonaro atinge principalmente Universidades

Do GGN, 14 de Março, 2019
Por Ergon Cugler


Corte atinge principalmente funções relacionadas às Universidades Federais, ampliando a defasagem de funcionários e professores na manutenção da qualidade do ensino


O decreto nº 9.725 / 2019 publicado na última terça-feira (12) elimina 21 mil funções comissionadas e gratificadas como parte da promessa feita pelo Bolsonaro. Ocorre que o corte atinge principalmente funções relacionadas às Universidades Federais, ampliando a defasagem de funcionários e professores na manutenção da qualidade do ensino.

Conforme levantamento realizado pelo Brasil Real Oficial, a partir do decreto ficam extintos 119 cargos de direção em Instituições de Ensino Federais e ainda 1.870 funções comissionadas de Coordenação de Curso, sem qualquer especificação no documento sobre quais seriam as Instituições. Outras 11 mil funções devem ser extintas a partir de 31 de julho, sendo estas com carreira de até nível 4, o que garante, contraditoriamente ao discurso do Bolsonaro, a manutenção dos três níveis de maior remuneração na folha de pagamento ao exonerar maior volume de funcionários menos remunerados.

Ainda segundo o decreto, ficam extintas de imediato todas funções gratificadas do campus de Catalão da Universidade Federal de Goiás (UFG), da Universidade Federal de Jataí (UFJ), da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), da Universidade Federal do Delta do Parnaíba (UFDPar) e da Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (UFAPE).

Apesar de chamar de “enxugue da máquina pública”, a ação do presidente de nada atinge os cargos de livre nomeação (DAS) tão criticados enquanto “cabides de emprego” em sua campanha, reduzindo apenas gratificações de cargos ocupados por servidores efetivos e, desta vez, enfraquecendo a rede de Instituições de Ensino.

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