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Do 247, 9 de Março, 2019

Em entrevista à TV 247, a presidente da OAB Mulher, Claudia Patrícia Luna discutiu sobre o histórico de conquista feministas e falou sobre a cultura da violência contra a mulher e sobre feminicídio; "As mulheres sempre foram assassinadas pelo motivo de serem mulheres. Se fizermos um retrospecto histórico, essas mulheres que são hoje vítimas de feminicídio querem o que? Querem a ruptura de um relacionamento que não mais lhe satisfaz"; assista

247 - A advogada especialista em direitos humanos da mulher e presidente da OAB Mulher, Claudia Patrícia Lima, afirmou que a lei sobre o feminicídio é um marcador político. Ela também lembrou e explicou sobre o feminicídio indireto.

Claudia chamou a atenção para o histórico dos casos de feminicídio. "Quando nós falamos de feminicídios, muito mais do que marcar no sistema jurídico legal o assassinato do sexo feminino ou que estejam na condição de mulher, nós estamos falando de um marcador político. As mulheres sempre foram assassinadas pelo motivo de serem mulheres. Se fizermos um retrospecto histórico, essas mulheres que são hoje vítimas de feminicídio querem o que? Querem a ruptura de um relacionamento que não mais lhe satisfaz".

Ela ainda alertou para a responsabilidade do Estado sobre o feminicídio indireto. "Precisamos falar nos feminicídios indiretos, os feminicídios cometidos, por exemplo, pelo Estado que, ao deixar de investir em políticas públicas para as mulheres, condenam essas mulheres à morte. O feminicídio indireto é causado pela omissão do Estado". A advogada complementou dizendo que o compromisso com a luta contra o assassinato de mulheres é um compromisso de todos. "Quando a sociedade perde uma mulher ela perde muito".

A presidente da OAB Mulher disse que a lei sobre a violência contra a mulher dá um marco de limites, mas é preciso desconstruir padrões para sanar o problema. "A lei é importante porque nos dá um marco de limites, mas eu penso que há uma coisa que vem antes disso que é a desconstrução de padrões socioculturais e históricos que nós conseguimos realizar por meio da educação. Então a gente pode, antes da lei ou juntamente com ela, começar a desconstruir determinados padrões".

Claudia Patrícia Luna fez também durante a entrevista um retrospecto por todas as conquistas feministas durante a luta contra o sistema que impede o protagonismo e a cidadania da mulher. "As mulheres sempre foram vistas pelo sistema patriarcal como objeto de direito, ou seja, como pessoas que eram incapazes e que precisavam ser tuteladas, protegidas por outras pessoas. As mulheres não tinham voz, não tinham direito de decidir sobre suas próprias vidas".

Inscreva-se na TV 247 e assista à entrevista na íntegra:

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