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ALTMAN: É INTOLERÁVEL PARA O BRASIL TER UM PRESIDENTE LIGADO ÀS MILÍCIAS

Do 247, 27 de Janeiro, 2019
Por Breno Altman



Jornalista Breno Altman analisa os últimos acontecimentos envolvendo o governo Bolsonaro e as movimentações escusas do seu clã; em sua visão, a participação da comitiva brasileira no Fórum de Davos, na Suíça, foi "vexaminosa, patética"; para ele, é intolerável para o Brasil ter um presidente ligado às milícias; "Bolsonaro sempre defendeu as milícias", destaca

247 - O jornalista e editor do Portal opera Mundi Breno Altman analisa os últimos acontecimentos envolvendo o governo Bolsonaro e as movimentações escusas do seu clã. Em sua visão, a participação da comitiva brasileira no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, foi "vexaminosa, patética". Ele afirma ainda que é "intolerável" para o Brasil ter um presidente ligado às milícias. "Ele sempre defendeu as milícias", completa.

A participação de Bolsonaro em Davos foi motivo de perplexidade e críticas por parte da imprensa nacional e internacional. O presidente brasileiro poderia ter usado 45 minutos para discursar, mas optou por falar durante apenas seis. A principal crítica foi de uma exposição superficial. Em seguida, ele e três ministros faltaram à principal coletiva de imprensa do evento, gerando um constrangimento geral.

Altman classifica a postura do governo como "patética" e diz que seu governo é formado por "personagens de quinta categoria". "É um neofascismo à Macunaíma", declara.

"O único com alguma clareza de projeto é o ministro da Economia, Paulo Guedes, o resto é de uma baixíssima classificação, incluindo o Sérgio Moro. Não vale nem uma aspirina vencida", compara.

Na avaliação de Altman, "as limitações de Bolsonaro são tantas que talvez o Brasil terá um presidente de fachada e tutelado pelo Exército".

Ele ainda comenta os últimos acontecimentos envolvendo a família Bolsonaro. Nesta semana, um escândalo veio à tona, relacionando o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL) às milícias cariocas. Então deputado estadual Flávio Bolsonaro empregou em seu gabinete a mãe e esposa do chefe da organização criminosa "Escritório do Crime", o ex-capitão do Bope Adriano Magalhães da Nóbrega, que também é suspeito pelo assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.

Para o jornalista, "é intolerável para o Brasil ter um presidente ligado às milícias". "Bolsonaro comanda os filhos, ele que ordena tudo, é o grande mentor. Ele, inclusive, já deu entrevista defendo as milícias", recorda.

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