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Vereadores aprovam em 1º turno Reforma da Previdência de servidores em SP


Proposta prevê aumento da alíquota de contribuição dos funcionários públicos de 11% para 14%.



Do G1, 22 de Dezembro, 2018


Confusão entre o vereador Eduardo Suplicy (PT), manifestantes e policiais durante a votação do Projeto de Lei que trata da Reforma da Previdência municipal — Foto: Alex Silva / Estadão Conteúdo

A Câmara Municipal de São Paulo aprovou, no início da madrugada deste sábado (22), em primeiro turno, a Reforma da Previdência dos servidores municipais. Foram 33 votos favoráveis e 16, contra.
A proposta do Executivo prevê aumento da alíquota de contribuição dos funcionários públicos de 11% para 14% e a criação de um sistema de previdência complementar para novos trabalhadores com remuneração superior a R$ 5,6 mil.

Debate na Câmara de SP sobre previdência é marcada por tumulto


O texto avaliado pelo legislativo, porém, não é o mesmo que vinha sendo discutido desde o início do ano. De última hora, a gestão Bruno Covas (PSDB) enviou um substitutivo com duas alterações principais, o que fez com que a proposta precisasse passar novamente pelas comissões temáticas, o que ocorreu perto das 22 horas. O projeto foi discutido em plenário e, depois, votado.


O projeto ainda terá de passar por segunda votação, prevista para acontecer no próximo dia 26.


Confusão


O projeto da Reforma da Previdência gerou confusão na Câmara Municipal de São Paulo, na tarde desta sexta-feira (21). Às 18h10, o presidente da Casa, o vereador Milton Leite (PMDB), encerrou a audiência pública que debatia o PL e determinou o início da sessão. Ele pediu que representantes de movimentos que ocupavam as galerias deixassem o local, o que gerou revolta e tumulto.

A Guarda Civil Metropolitana foi acionada para retirar os manifestantes. O vereador Eduardo Suplicy (PT) se colocou entre os oficiais e uma servidora, no momento em que ela era retirada do plenário. A sessão foi suspensa e a audiência pública, retomada.

Mais cedo, a audiência pública chegou a ser paralisada por conta de uma discussão e empurra-empurra, que começou entre os vereadores Fernando Holiday (DEM) e Toninho Vespoli. Holiday tentou interromper a fala da vereadora Samia Bomfim (PSOL), alegando que ela tinha ultrapassado o tempo limite. A GCM interveio e, na sequência, o debate foi retomado.

Vespoli postou um vídeo em sua rede social.





PSOL São Paulo@PSOLSampa



Com o PSOL, o @MBLivre não se cria não! @FernandoHoliday não respeitou a fala da vereadora ELEITA @samiabomfim e teve que ficar pianinho ao ouvir umas verdades cara a cara do @ToninhoVespoli! Aqui é PSOL, recua direita!

Desde o início da tarde, servidores da rede municipal protestaram contra o PL em frente à Câmara.

Por conta das polêmicas, a tramitação do PL foi adiada algumas vezes e foi marcada por confrontos. Em março, um protesto terminou em repressão policial e professores feridos. Desde então, vereadores e representantes sindicais tentavam acordo para que o texto fosse votado.



Professores e servidores municipais protestam contra o projeto que trata da Reforma da Previdência municipal — Foto: Nelson Antoine / Estadão Contéudo

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