Foto: Marcos Corrêa/PR
Jornal GGN - Michel Temer liberou quase R$ 1 bilhão em emendas parlamentares, desde o episódio das delações dos executivos da JBS, que atingiram em cheio o presidente da República e o senador tucano Aécio Neves (MG), no dia 17 de maio.
A apuração foi de reportagem do Estadão que calculou o repasse de recursos a deputados e senadores, sobretudo a aliados. A liberação, que já estava prevista anteriormente, mas foi acelerada em plena crise do governo, teve um objetivo: angariar apoio para a aprovação da reforma da Previdência, uma das principais bandeiras do governo Temer.
A conclusão ficou visível após a Secretaria de Governo da Presidência solicitar a antecipação do pagamento de R$ 1,8 bilhão para emendas parlamentares, a fim de reverter o placar desfavorável ao projeto na Câmara.
Mas o Estadão verificou junto a consultores do Orçamento no Congresso que os repasses foram feitos após a divulgação da delação premiada dos irmãos Wesley e Joesley Batista. Agora, com a expectativa de uma denúncia contra Temer pela Procuradoria-Geral da República (PGR) chegar no Congresso nos próximos dias, o governo se prepara para uma nova rodada de pagamentos até o fim deste mês.
Temer depende que menos de dois terços dos deputados aprovem a denúncia, impedindo que ela sequer chegue ao Supremo Tribunal Federal (STF). Assim, o próprio ministro da Secretaria de Governo, Antonio Imbassahy, confirmou esses repasses antes do fim do primeiro semestre e do recesso parlamentar.
Ao todo, segundo o Estadão, são previstos R$ 6,3 bilhões do Orçamento público para as emendas parlamentares. De acordo com os consultores, Temer deve intensificar a liberação de novos montantes nos próximos dias para os deputados atuarem junto a seus redutos eleitorais, antes do recesso parlamentar e do segundo semestre do ano, quando a denúncia deve chegar no Congresso.
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