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BOULOS: BOLSONARO NÃO FOI ELEITO IMPERADOR DO BRASIL

Do 247, 3 de Novembro, 2018


Guilherme Boulos, coordenador do MTST e ex-candidato à presidência, faz um balanço do pleito eleitoral após as urnas legitimarem a vitória de Jair Bolsonaro (PSL); o militante da luta pelo direito à moradia, que é um dos principais alvos da extrema-direita, afirma que irá "resistir contra a criminalização dos movimentos sociais", e que Bolsonaro não é "o imperador do Brasil"; ele também defende a formação de uma frente ampla democrática "que não contenha hegemonismos", assista a entrevista completa na TV 247

TV 247 - "Coragem, luta e resistência". Estas foram algumas das palavras utilizadas pelo coordenador do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, em entrevista à TV 247, referindo-se ao momento delicado que o País enfrenta, após as urnas legitimarem a vitória da extrema-direita. Ele afirma que irá "resistir contra a criminalização dos movimentos sociais" e que Bolsonaro não pode agir "como o imperador do Brasil", além de defender a formação de uma frente ampla democrática que não contenha "hegemonismos".

Ao fazer um balanço da eleição, Boulos afirma que o processo foi marcado pelo medo e ódio. "Bolsonaro explorou esse sentimento nos eleitores".

Boulos, que foi candidato à presidência pelo PSOL e obteve dos 0,58% dos votos, diz que sai da campanha com sentimento de dever cumprido. "Fizemos um debate franco e honesto, plantamos sementes para o futuro. Obtivemos um acúmulo político muito grande", relata.

Ele ressalta que Bolsonaro foi eleito presidente e não imperador do Brasil. "Ele tem como dever respeitar a Constituição, as liberdades democráticas e civis, mas não parece estar disposto a isso", comenta.

Em entrevista à Rede Record, o recém-eleito presidente declarou que irá tratar como "organização criminosa o MST e o MTST". "Os movimentos sociais são responsáveis por grande parte dos direitos adquiridos no País, sua criminalização e perseguição demonstram um autoritarismo e ignorância imensa de Bolsonaro', critica.

O coordenador do MTST destaca ser mais importante neste momento a construção de uma frente ampla democrática para enfrentar o momento complexo que o País enfrenta. "No entanto, para vingar, ela não pode ter hegemonismos. Nenhum partido sera o dono", salienta.

Escola sem mordaça

Ele condena o Projeto de Lei "Escola sem Partido", que propõe a perseguição dos professores em sala de aula, com o falso argumento de que estariam "difundindo a ideologia marxista". Para ele,"a liberdade de cátedra é essencial e "cercear os professores é próprio de regimes totalitários".

Boulos, que é um dos principais alvos de Bolsonaro, ressalta que a coragem existe, apesar do medo. "Nós, do MTST, não iremos ficar debaixo da cama aceitando ameaças. Evidente que eu sei o que poderá vir, mas eu não sou daqueles que me intimido, sigo lutando pelos valores que eu acredito", conclui.

Inscreva-se na TV 247 e confira a entrevista com Guilherme Boulos


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