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eacende o caso do assassinato de Marielle

Foto Reprodução Canal Brasil
Do GGN, 8 de Maio, 2018
por Gustavo Gollo

Reacende o caso do assassinato de Marielle

As divulgações bombásticas feitas pela TV Record reacendem o interesse no caso do assassinato de Marielle, ocorrido quase 2 meses atrás e que vinha sendo mantido sob o abafamento de um sigilo quase total.

A revelação da arma do crime, uma submetralhadora bastante rara no país, reduz o universo dos suspeitos a uns poucos policiais de elite, fato nada surpreendente em vista das denúncias que Marielle vinha fazendo antes de sua execução.

A descoberta também explica a deferência especial com que têm sido tratados os assassinos, capazes de manter abafado por quase 2 meses o caso de tão imensa repercussão mundial que chegou a ser o número 1 nas pesquisas do google em todo o planeta.

O retorno da notícia às manchetes impede que o caso seja esquecido, reaviva a vigília sobre as investigações e dificulta a deterioração dos rastros que já se vão perdendo no tempo.

O interesse mundial despertado, como que por milagre, pelo que teria sido só mais um “assassinato corriqueiro” cometido para calar os que ousam se meter no que não são chamados, obriga o poder público a dar satisfações sobre um fato cuja assinatura evidente deixava claro o propósito de mostrar quem manda.

Incidentalmente, a suspeita de que policiais teriam cometido o assassinato explica a “coincidência” concernente ao desligamento das câmeras de vigilância do trajeto percorrido a caminho do crime, nas vésperas do ocorrido. Tendo o assassinato recebido a atenção do mundo inteiro, ficou evidente que teria que haver uma investigação, obrigando os criminosos, então, a apagar os registros do crime, desligando câmeras e surrupiando as gravações que evidenciariam todos os carros utilizados durante a ação.

Louve-se a TV Record por ousar quebrar o pacto de silêncio reinante sobre o caso.

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