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É indispensável recuperar o sentido dos gestos de renovação dos anos 60.

Entrevista especial com Enéas de Souza


Do IHU, 05 Maio 2018 
Por: Vitor Necchi 


“A utopia de Maio de 68 foi uma ideia de transformação social, econômica, política e cultural da sociedade contemporânea na direção de uma sociedade socialista e libertária”, entende o economista Enéas de Souza. A sua hipótese é que “ela se deu num momento de crise de desenvolvimento do capitalismo”.

Para Souza, “ficou a utopia como uma energia revolucionária ampla”. Na voragem histórica daquele tempo, sobressaíram “os efeitos sobre a vida cotidiana, que se ampliou com o questionamento de todos os seus aspectos, desde o sexo até o engajamento político”. Esse universo afrontou “a sociedade antiga, onde habitavam as práticas políticas congeladas, as atividades burocráticas ferozes, os esquemas intelectuais conservadores e as práticas cotidianas sem exuberâncias vitais”.

Em 1968, Souza era um jovem que esteve em Paris pouco antes da eclosão do movimento. Em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, lembra que os “jovens estavam loucos para mudarem”, e Maio de 68 terminou quando não houve ‘liga’ entre a cultura e a política”.

Do ímpeto libertário, “emergiu um processo capitalista de reafirmação da hegemonia americana-inglesa, através de uma ação de corte capitalista, de entrada em campo das finanças, do dólar flexível, de destruição da força operária dos sindicatos, ou seja, com a presença do neoliberalismo”. Passados 50 anos, Souza entende que “foi uma época inacabada e incompleta, porque não conseguiu unir a transformação econômica e política da classe operária com uma transformação cultural profunda”.

O economista acredita que “pensar a grande fecundidade daquele tempo histórico, os atos fundamentais daquela época, pode dar um sentido mais empolgante ao tempo presente”. Ele ressalva que “não se trata de copiar o que foi feito, mas é indispensável recuperar o sentido dos gestos de renovação dos anos 60. É preciso redescobrir o tesouro dos atos e dos pensamentos”. No seu entendimento, a grande herança daqueles anos “vem da ideia lacaniana de não ceder do seu desejo”, e “essa herança atravessa a subjetividade e as ações sociais”.



Enéas de Souza | Foto: Ro Caetano - Abrancine

Enéas de Souza é graduado em Filosofia e em Ciências Econômicas e especialista em Didática Geral e Especial de Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS, e mestre em Economia pela Universidade Estadual de Campinas – Unicamp. É crítico de cinema e analista membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre – APPOA Trabalhou na Fundação de Economia e Estatística – FEE. Autor de Trajetórias do Cinema Moderno e outros textos (Porto Alegre: Da Cidade) e co-autor de Cinema. O Divã e a Tela(Porto Alegre: Artes e ofícios, junto com Robson de Freitas).

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Qual foi a utopia de Maio de 68? E quando ela terminou?

Enéas de Souza – A utopia de Maio de 68 foi uma ideia de transformação social, econômica, política e cultural da sociedade contemporânea na direção de uma sociedade socialista e libertária. A minha hipótese é que ela se deu num momento de crise de desenvolvimento do capitalismo. De um lado, a entrada em cena – depois do desenvolvimento produtivo multinacional do pós-guerra e do começo da expansão financeira do capital – de uma crise na base da produção industrial com a nova expansão do petróleo, de um caminho de integração entre ciência e indústria que vai germinar nos próximos 30 anos uma revolução das chamadas novas tecnologias de comunicação e informação. De outro lado, o prenúncio de uma futura transformação da base monetária da sociedade: a passagem do dólar-ouro para o dólar flexível, garantido pelo Estado americano, que se dará em 1971.

Acompanha, é claro, uma enorme derrota geopolítica americana, oriunda do fracasso da guerra no Vietnã [1]. Na época, se pensava inclusive na queda de seu poder hegemônico. Maio de 68 foi um fenômeno resultante desse envoltório econômico e político dos Estados Unidos no quadro da Guerra Fria [2].

Nesse movimento histórico, também temos outro processo complexo: a vasta crise no sistema soviético causada pela incapacidade do seu capitalismo de Estado, supostamente socialista, e pelo excesso de “centralismo democrático” no desenvolvimento político do movimento do comunismo no mundo. Assim, emergiram nesse tempo crises de todas as ordens: política, burocrática, industrial e, sobretudo, ideológica.

Toda essa combustão que balança o processo histórico aponta o seu momento crítico para a Françae se move numa tentativa de transformação global da sociedade capitalista a partir da utopia de Maio. Num sentido, a tentativa de superar a distância entre a política, a economia e a cultura; ao mesmo tempo, algo dessa utopia se espalhou por todo o mundo. O epicentro dessa crise é Paris, onde há uma busca de unir certa transformação cultural com a metamorfose do econômico e da política. E a fratura da utopia se dá na insuficiência do PCF [Partido Comunista Francês] em compreender o movimento estudantil e intelectual e do movimento estudantil e intelectual de pensar que o movimento cultural desse a partida para algo maior.


Os jovens estavam loucos para mudarem. E Maio de 68 terminou quando não houve “liga” entre a cultura e a política - Enéas de Souza Tweet

Ficou a utopia como uma energia revolucionária ampla. O acento se fez numa mudança estrutural da cultura desde a renovação da psicanálise, da explosão das artes – principalmente do cinema – e a profunda reformulação da filosofia. Nessa voragem histórica, sobressaíram também os efeitos sobre a vida cotidiana, que se ampliou com o questionamento de todos os seus aspectos, desde o sexo até o engajamento político. E essas realidades se afrontaram com a sociedade antiga, onde habitavam as práticas políticas congeladas, as atividades burocráticas ferozes, os esquemas intelectuais conservadores e as práticas cotidianas sem exuberâncias vitais. Os jovens estavam loucos para mudarem. E Maio de 68 terminou quando não houve “liga” entre a cultura e a política.

IHU On-Line – Das ruas de Maio de 1968, emanava o grito “é proibido proibir”. Criticava-se o sistema, a família, a tradição, a moral, as proibições. Que mundo emergiu desse ímpeto libertário?

Enéas de Souza – Emergiu um processo capitalista de reafirmação da hegemonia americana-inglesa, através de uma ação de corte capitalista, de entrada em campo das finanças, do dólar flexível, de destruição da força operária dos sindicatos, ou seja, com a presença do neoliberalismo. E também certa incompetência soviética para enfrentar os desafios geopolíticos americanos.

Pode-se constatar um enrijecimento das análises econômicas, políticas e culturais do movimento socialista, e a quebra das reações operárias, sobretudo nos sindicatos. Apesar de tudo, encontramos a emergência cultural como o estruturalismo, o movimento lacaniano, a expansão do cinema desdramático e de grande espontaneidade com origem da Nouvelle Vague, uma certa transformação do cinema americano comercial, mutações artísticas importantes.

De qualquer forma, o que se viu foi a capacidade do capitalismo de recuperar todas as práticas antissistêmicas para o fortalecimento do sistema, como, por exemplo, o mundo hippie. E no desenvolvimento do neoliberalismo houve um deslanche do capitalismo financeiro e industrial para capitalizar toda a sociedade, sobretudo de elementos do Estado: educação, saúde, transportes, energia. E ultimamente, sobretudo, a cultura. Com isso, o sistema absorveu a postura crítica.

O neoliberalismo abafou até a ideia de passado cultural, de patrimônio cultural. Um dos exemplos é a posição favorável de alguns grupos à destruição de parcelas da cidade, uma luta contra a memória da civilização. Hoje, existem até arquitetos que propugnam a construção de um edifício que, depois de usado, seja posto abaixo para que aquele espaço seja ocupado por outra obra. Ou seja, nada de memória de civilização. O mundo se usa, não se questiona, não se aprimora, joga-se no lixo como uma civilização do descarte, do efêmero, a civilização e a selvageria do digital. Registra-se e apaga-se. E se vai em frente. Do mundo libertário surgiu o mundo do apagamento.

IHU On-Line – Entre o final de 1967 e fevereiro de 1968, o senhor viveu em Paris. Como foi esta experiência? Havia algo que prenunciasse os acontecimentos de Maio?

Enéas de Souza – Foi uma experiência muito marcante, porque os acontecimentos foram vividos como a necessidade de uma transformação social profunda no nível de uma totalidade dinâmica. A ebulição cultural era perturbadoramente fantástica. Vínhamos de uma cultura dominada por Heidegger [3], Sartre [4], Merleau-Ponty [5], Simone de Beauvoir [6], o marxismo luckasiano[7], o cinema neorrealista italiano, o cinema soviético, o cinema hollywoodiano do espetáculo crítico. E começavam a emergir a psicanálise lacaniana [8], o marxismo estruturalista comAlthusser [9], as mutações filosóficas de Foucault [10], Deleuze [11], o ressurgimento nietzschiano [12], a passagem das artes plásticas da Europa para os Estados Unidos, o teatro de Beckett [13], o cinema novo, a bossa nova. E assim o novo mundo eram as aulas magníficas de Lacan, a força sombria de Althusser e o término emocionante de Sartre. E que profundas modificações nas relações homem-mulher, que cheques da visão eurocêntrica até as novas perspectivas chinesas. Isto tudo estava no dia a dia, tumultuando os pensamentos, as ideias, os corpos, as relações. Surgiram novas dimensões no cinema, na filosofia, na psicanálise, no teatro.

Mas, apesar dessa ebulição vasta e enorme, o mundo político parecia estagnado e nada prenunciava o surgimento de Maio. Apenas o filme de Godard, La Chinoise [14], saído em fevereiro, previa a irrupção de algo revolucionário. Mas o clima parisiense era de que Godard estava louco. Sim, o ambiente estava quieto e parecia um clima de marasmo. Nada parecia que o mundo ia vir abaixo. E vimos, então: Godard estava certo. Por um instante, o raio da tempestade da renovação se fez presente. Uma imagem para nunca se esquecer.

IHU On-Line – No final dos anos 1960, vigia a ditadura militar no Brasil. Como se constituía a vida em um país sem democracia, enquanto o mundo estava em ebulição, em um tempo de questionamento e ruptura?

Enéas de Souza – Aqui no Brasil, havia uma resistência progressiva, popular e intelectual, contra o movimento de 64. Esse nunca triunfou ideologicamente. Culturalmente era um movimento reacionário, conservador politicamente. E contra os avanços sociais. E contra a civilização. Começava também uma revolução sexual intensa, um movimento cultural e artístico de grande modernização. E mesmo depois, de forte repressão, o movimento libertador continuou resistindo nas “catacumbas”. Havia mesmo uma ideia de que o país estava militarmente ocupado, e a semelhança da França ocupada na Segunda Guerra Mundial era muito falada.

O jornalista Marcos Faerman [15], que tinha um jornal chamado Versus, publicou uma crônica de Sartre sobre a ocupação, quando a mínima resistência de uma palavra criativa nos cafés de Paris era um ato político. A resistência à ditadura era muito forte, inclusive por ocasião do chamado “Milagre econômico”, que começou em 68-69. A resistência desembocou no campo político do cotidiano, inclusive eleitoral, e no espaço da guerrilha. Um pouco daquela energia que existia no mundo a favor da liberdade e contra o mundo capitalista desarvorado pousou no Brasil e culminou no movimento das Diretas Já. O retorno da democracia foi renovador, mas deu origem, no médio prazo, a outros graves problemas que estamos vivendo hoje.

IHU On-Line – Para a geração que viveu o Maio de 68, passados 50 anos, qual o entendimento sobre aquele tempo?


Foi uma época inacabada e incompleta, porque não conseguiu unir a transformação econômica e política da classe operária com uma transformação cultural profunda - Enéas de Souza Tweet

Enéas de Souza – Foi uma época inacabada e incompleta, porque não conseguiu unir a transformação econômica e política da classe operária com uma transformação cultural profunda, sobretudo na tentativa de desvincular a transformação socialista geralmente pensada de modo economicista, para uma transformação de uma sociedade econômica, política e cultural marcada pela ideia de liberdade e não submetida ao centralismo democrático de um partido único.

A doença do burocratismo da política continuou em vários partidos de esquerda. Pensar a grande fecundidade daquele tempo histórico, os atos fundamentais daquela época, pode dar um sentido mais empolgante ao tempo presente. Ouvir o passado, ouvir os gestos decisivos, criativos, inventivos, engenhosos daquela época pode ressoar nas necessidades do presente histórico. Não se trata de copiar o que foi feito, mas é indispensável recuperar o sentido dos gestos de renovação dos anos 60. É preciso redescobrir o tesouro dos atos e dos pensamentos.

IHU On-Line – A revolução sexual e a ideia de desinterdição dos corpos e do prazer inflavam as mentes da juventude ao final dos anos 1960. Hoje, quando aqueles jovens são os velhos do presente, que balanço pode ser feito desse tema?

Enéas de Souza – A grande herança daqueles anos, a meu ver, vem da ideia lacaniana de não ceder do seu desejo. Essa herança atravessa a subjetividade e as ações sociais.

IHU On-Line – Maio de 68 foi superestimado?

Enéas de Souza – Ele só é superestimado quando se pensa como saudade. E saudade que se ambicionaria fazer igual, e dessa vez, certo. A história é sempre nova, é sempre outra, embora mantenha sempre a ideia de que ela é um confronto eternamente vivo. Talvez, se pensando bem, o ensino de Maio de 68 foi que a política, a sociedade é sempre um conflito de forças, em que essas estão sempre dinamicamente se transformando e continuamente em oposição. Maio é uma lição que se deve procurar nem superestimar, nem subestimar. A lição está na criação, não ceder quanto à ousadia da invenção.

IHU On-Line – Quais filmes inspirados pelo Maio de 68 são importantes e por quê?

Enéas de Souza – Três filmes me parecem importantes sobre Maio. Um que o antecipou fortemente: o filme de Godard, La Chinoise. E os outros dois Os sonhadores, de Bernardo Bertolucci [16], e Amores Constantes, de Philippe Garrel [17]. O primeiro porque mostra que a Arte é antecipadora da sociedade. La Chinoise, que saiu em fevereiro de 68 na França, marcava com precisão todo um processo que se encaminharia para algo revolucionário. E os outros dois filmes porque marcam eventuais erros estratégicos da esquerda, como em Os sonhadores, enquanto que o filme de Philippe Garrel ressalta a presença de um personagem que ficou marcado por Maio, sem renovar a sua vida e sem sair para outros acontecimentos.

IHU On-Line – Deseja acrescentar algo?


Pensar a grande fecundidade daquele tempo histórico, os atos fundamentais daquela época, pode dar um sentido mais empolgante ao tempo presente - Enéas de Souza Tweet

Enéas de Souza – O importante foram os atos fundadores de Maio: o ensaio de renovação de uma sociedade marcada pelo imobilismo político, econômico, e que não escutava a volúpia de uma ambição de renovação cultural de algumas frações do social. Havia a ideia generosa de que essas transformações seriam para toda a sociedade. E, por outro lado, há que ter uma atitude crítica para não exaltar a revolta fácil. Há que perceber que a sociedade é sempre combate. Para mim, há sempre uma tensão entre a civilização e selvageria.

Benjamim [18] falava de que há barbárie em toda civilização e civilização em toda barbárie. Há que criar os instantes e o caminho de uma civilização que se jogam pelas coisas importantes da vida: a cultura material e espiritual, sem pensar que a selvageria seja expurgada do mundo dos homens. A selvageria é estrutural.

Há, contudo, algo a acrescentar: hoje, as bases de qualquer movimento de ambição, de transformação global, devem levar em consideração que, primeiro, o combate político é entre os Estados Unidos e a Rússia e a China, com transformações geopolíticas novas, por exemplo, como a subordinação completa do Brasil, do governo Temer e da época da Lava Jato, ao governo americano.

Além disso, temos, em segundo lugar, uma época totalmente diferente no campo tecnológico, com o mundo digital se infiltrando em todas as dimensões da vida humana, seja eliminando a base operária e jogando os oprimidos no campo dos serviços, seja construindo uma sociedade do controle, através das câmeras de vigilância, através dos aplicativos que dominam a vida cotidiana dos cidadãos, inclusive se apropriando dos seus dados, dos seus textos, das suas imagens. É a era do olho absoluto. Tudo vê e, se quisermos, de tudo se apropria.

E na esfera cultural, o que temos é uma desvinculação do cidadão da cultura com a consequente decadência da filosofia, das ciências humanas, da assunção de uma religiosidade frágil, de uma medicalização das questões psicanalíticas, de um campo artístico em retração, com o Estado cedendo sua política cultural para uma política autolaudatória do capital privado. E com o triunfo das finanças, temos uma nova religião, como diz Agamben [19]: Deus é dinheiro. Prefiro dizer, no entanto, que Deus é capital e que suas outras duas figuras são o dinheiro e a mercadoria. É a divina trindade dessa sociedade de materialismo vulgar. Ou seja, Maio de 68agora, para ser um novo maio – e exitoso – terá que ser outro, um maio do século 21, num longo enfrentamento com a tal divina trindade, sem perder a democracia e a liberdade.

Notas:

[1] Guerra do Vietnã: conflito armado entre 1964 e 1975 no Vietnã do Sul e nas zonas fronteiriças do Camboja e do Laos, com bombardeios sobre o Vietnã do Norte. Inscreve-se no contexto da Guerra Fria, conflito entre as potências capitalistas e o bloco comunista. De um lado, combatiam a coalização de forças incluindo Estados Unidos, República do Vietnã (Vietnã do Sul), Austrália e Coreia do Sul. Do outro, estavam República Democrática do Vietnã, Frente de Liberação Nacional (FLN) e a guerrilha comunista sul-vienamita. A ex-URSS e a China forneceram ajuda material ao Vietnã do Norte e ao FLN, mas não tiveram participação militar ativa no conflito. A Guerra do Vietnã era uma parte do conflito regional envolvendo os países vizinhos do Camboja e do Laos, conhecido como Segunda Guerra da Indochina. (Nota da IHU On-Line)

[2] Guerra Fria: nome dado a um período histórico de disputas estratégicas e conflitos entre Estados Unidos e União Soviética, que gerou um clima de tensão que envolveu países de todo o mundo. Estendeu-se entre o final da Segunda Guerra Mundial (1945) e a queda da União Soviética (1991). (Nota da IHU On-Line)

[3] Martin Heidegger (1889-1976): filósofo alemão. Sua obra máxima é O ser e o tempo (1927). A problemática heideggeriana é ampliada em Que é Metafísica? (1929), Cartas sobre o humanismo (1947) e Introdução à metafísica (1953). Sobre Heidegger, confira as edições 185, de 19-6-2006, intitulada O século de Heidegger, e 187, de 3-7-2006, intitulada Ser e tempo. A desconstrução da metafísica. Confira, ainda, Cadernos IHU em Formação nº 12, Martin Heidegger. A desconstrução da metafísica, e a entrevista concedida por Ernildo Stein à edição 328 da revista IHU On-Line, de 10-5-2010, intitulada O biologismo radical de Nietzsche não pode ser minimizado, na qual discute ideias de sua conferência A crítica de Heidegger ao biologismo de Nietzsche e a questão da biopolítica, parte integrante do ciclo de estudos Filosofias da diferença, pré-evento do XI Simpósio Internacional IHU: O (des)governo biopolítico da vida humana. (Nota da IHU On-Line)

[4] Jean-Paul Sartre (1905-1980): filósofo existencialista francês. Escreveu obras teóricas, romances, peças teatrais e contos. Seu primeiro romance foi A náusea (1938), e seu principal trabalho filosófico é O ser e o nada (1943). Sartre define o existencialismo em seu ensaio O existencialismo é um humanismo como a doutrina na qual, para o homem, “a existência precede a essência”. Na Crítica da razão dialética (1964), Sartre apresenta suas teorias políticas e sociológicas. Aplicou suas teorias psicanalíticas nas biografias Baudelaire (1947) e Saint Genet (1953). As palavras (1963) é a primeira parte de sua autobiografia. Em 1964, foi escolhido para o prêmio Nobel de literatura, que recusou. (Nota da IHU On-Line)

[5] Maurice Merleau-Ponty (1908-1961): escritor e filósofo líder do pensamento fenomenológico na França. Professor da Universidade de Lyon e na Sorbone, em Paris. De 1945 a 1952 foi co-editor (com Jean-Paul Sartre) do jornal Les Temps Modernes. Voltando sua atenção para as questões sociais, publicou um conjunto de ensaios marxistas, em 1947, Humanisme et terreur (Humanismo e Terror), a mais elaborada do comunismo soviético no final dos anos 1940. Confira a edição 378 da revista IHU On-Line, de 31-10-2011, intitulada Merleau-Ponty. Um pensamento emaranhado no corpo. (Nota da IHU On-Line)

[6] Simone de Beauvoir (1908-1986): escritora, filósofa existencialista e feminista francesa. Ligou-se pessoal e intelectualmente ao filósofo francês Jean-Paul Sartre. Entre seus ensaios críticos, destaca-se O segundo sexo (1949), uma profunda análise sobre o papel das mulheres na sociedade; A velhice (1970), sobre o processo de envelhecimento, no qual teceu críticas apaixonadas sobre a atitude da sociedade para com os anciãos; e A cerimônia do adeus (1981), uma evocação da figura de seu companheiro de tantos anos, Sartre. (Nota da IHU On-Line)

[7] Georg Lukács (György Lukács, 1885-1971): filósofo húngaro, de grande importância no cenário intelectual do século 20. Em sua trajetória procurou refazer o percurso da filosofia clássica alemã, inicialmente como crítico influenciado por Kant, depois Hegel e, finalmente, aderindo ao marxismo. (Nota da IHU On-Line)

[8] Jacques Lacan (1901-1981): psicanalista francês. Realizou uma releitura do trabalho de Freud, mas acabou por eliminar vários elementos deste autor. Para Lacan, o inconsciente determina a consciência, mas ainda assim constitui apenas uma estrutura vazia e sem conteúdo. Confira a edição 267 da revista IHU On-Line, de 4-8-2008, intitulada A função do pai, hoje. Uma leitura de Lacan. Sobre Lacan, confira as seguintes edições da revista IHU On-Line, produzidas tendo em vista o Colóquio Internacional A ética da psicanálise: Lacan estaria justificado em dizer “não cedas de teu desejo”? [ne cède pas sur ton désir]?, realizado em 14 e 15 de agosto de 2009: edição 298, de 22-6-2009, intitulada Desejo e violência, e edição 303, de 10-8-2009, intitulada A ética da psicanálise. Lacan estaria justificado em dizer “não cedas de teu desejo”?. (Nota da IHU On-Line)

[9] Louis Althusser (1918-1990): filósofo marxista francês nascido na Argélia. Aluno brilhante, foi aceito na prestigiada École Normale Supérieure (ENS) em Paris, mas não pôde frequentar a escola, pois estava convocado para a Segunda Guerra Mundial. Acabou aprisionado na Alemanha. Permaneceu no campo até o final da guerra, ao contrário dos demais soldados, que fugiram para lutar – motivo pelo qual Althusser se puniu mais tarde. Após a guerra, Althusser pôde frequentar a ENS. Entretanto, sua saúde mental e psicológica estava severamente abalada, tendo, inclusive, recebido terapia de eletrochoques em 1947. A partir de então, Althusser sofreu de enfermidades periódicas durante o resto de sua vida. A ENS foi compreensiva à sua condição, permitindo que ele residisse em seu próprio quarto na enfermaria, onde viveu por décadas, a não ser em períodos de internação hospitalar. Marxista, filiou-se ao Partido Comunista Francês em 1948. No mesmo ano, tornou-se professor da ENS. Em 1946, Althusser conheceu Hélène Rytmann, uma revolucionária de origem judaico-lituana oito anos mais velha. Ela foi sua companheira até 16 de novembro de 1980, quando morreu estrangulada pelo próprio Althusser, num surto psicótico. As exatas circunstâncias do ocorrido não são conhecidas – uns afirmam ter se tratado de um acidente; outros dizem que foi um ato deliberado. Althusser afirmou não se lembrar claramente do fato, alegando que, enquanto massageava o pescoço da mulher, descobriu que a tinha matado. A justiça considerou-o inimputável no momento dos acontecimentos e, em conformidade com a legislação francesa, foi declarado incapaz e inocentado em 1981. Cinco anos mais tarde, em seu livro L'avenir dure longtemps [O futuro dura muito tempo], Althusser refletiu sobre o fato, pretendendo reivindicar uma espécie de responsabilidade por seus atos quando do assassinato, o que gerou uma polêmica entre seus correligionários e detratores, sobre tal responsabilidade ser filosófica ou real. Althusser não foi preso, mas foi internado no Hospital Psiquiátrico Sainte-Anne, onde permaneceu até 1983. Após esta data, ele se mudou para o norte de Paris, onde viveu de forma reclusa, vendo poucas pessoas e não mais trabalhando, a não ser em sua autobiografia. Louis Althusser morreu de ataque cardíaco em 22 de outubro de 1990, aos 72 anos. (Nota da IHU On-Line)

[10] Michel Foucault (1926-1984): filósofo francês. Suas obras, desde a História da Loucura até a História da sexualidade (a qual não pôde completar devido a sua morte), situam-se dentro de uma filosofia do conhecimento. Foucault trata principalmente do tema do poder, rompendo com as concepções clássicas do termo. Em várias edições, a IHU On-Line dedicou matéria de capa a Foucault: edição 119, de 18-10-2004; edição 203, de 6-11-2006; edição 364, de 6-6-2011, intitulada 'História da loucura' e o discurso racional em debate; edição 343, O (des)governo biopolítico da vida humana, de 13-9-2010, e edição 344, Biopolítica, estado de exceção e vida nua. Um debate. Confira ainda a edição nº 13 dos Cadernos IHU em formação, Michel Foucault – Sua Contribuição para a Educação, a Política e a Ética. (Nota da IHU On-Line)

[11] Gilles Deleuze (1925-1995): filósofo francês. Assim como Foucault, foi um dos estudiosos de Kant, mas tem em Bergson, Nietzsche e Espinosa, poderosas interseções. Professor da Universidade de Paris VIII, Vincennes, Deleuze atualizou ideias como as de devir, acontecimentos e singularidades. (Nota da IHU On-Line)

[12] Friedrich Nietzsche (1844-1900): filósofo alemão, conhecido por seus conceitos além-do-homem, transvaloração dos valores, niilismo, vontade de poder e eterno retorno. Entre suas obras, figuram como as mais importantes Assim falou Zaratustra (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1998), O anticristo (Lisboa: Guimarães, 1916) e A genealogia da moral (São Paulo: Centauro, 2004). Escreveu até 1888, quando foi acometido por um colapso nervoso que nunca o abandonou até o dia de sua morte. A Nietzsche, foi dedicado o tema de capa da edição número 127 da IHU On-Line, de 13-12-2004, intitulado Nietzsche: filósofo do martelo e do crepúsculo. A edição 15 dos Cadernos IHU em formação é intitulada O pensamento de Friedrich Nietzsche. Confira, também, a entrevista concedida por Ernildo Stein à edição 328 da revista IHU On-Line, de 10-5-2010, intitulada O biologismo radical de Nietzsche não pode ser minimizado, na qual discute ideias de sua conferência A crítica de Heidegger ao biologismo de Nietzsche e a questão da biopolítica, parte integrante do Ciclo de Estudos Filosofias da diferença – Pré-evento do XI Simpósio Internacional IHU: O (des)governo biopolítico da vida humana. Na edição 330 da revista IHU On-Line, de 24-5-2010, leia a entrevista Nietzsche, o pensamento trágico e a afirmação da totalidade da existência, concedida pelo professor Oswaldo Giacoia. Na edição 388, de 9-4-2012, leia a entrevista O amor fati como resposta à tirania do sentido, com Danilo Bilate. (Nota da IHU On-Line)

[13] Samuel Beckett (1906-1989): escritor e dramaturgo irlandês. Autor de uma obra bilíngue (francês e inglês), por vezes designada como “literatura da angústia”. Considerado um dos escritores mais influentes do século 20. Fortemente influenciado por James Joyce, é considerado um dos últimos modernistas. Como inspiração para muitos escritores posteriores, também é considerado um dos primeiros pós-modernistas. Ele é um dos escritores fundamentais no que Martin Esslin chamou de Teatro do absurdo. Recebeu o Nobel de Literatura de 1969. Utiliza nas suas obras, traduzidas em mais de 30 línguas, uma riqueza metafórica imensa, privilegiando uma visão pessimista acerca do fenômeno humano. Sua obra mais famosa é a peça Esperando Godot. (Nota da IHU On-Line)

[14] Jean-Luc Godard (1930): cineasta franco-suíço, nascido em Paris. Reconhecido por um cinema vanguardista e polêmico, que tomou como temas e assumiu como forma, de maneira ágil, original e quase sempre provocadora, os dilemas e perplexidades do século 20. Um dos principais nomes da Nouvelle Vague, assim como Truffaut. A partir de 1952, colaborou na revista Cahiers du Cinéma e, depois de vários curta-metragens, fez em 1959 seu primeiro filme longo, À bout de souffle (Acossado), em que adotou inovações narrativas e filmou com a câmera na mão, rompendo uma regra até então inviolável. Esse filme foi um dos primeiros da Nouvelle Vague, movimento que se propunha renovar a cinematografia francesa e revalorizava a direção, reabilitando o filme dito de autor. Os filmes seguintes confirmaram Godard como um dos mais inventivos diretores da Nouvelle Vague: Vivre sa vie (1962; Viver a vida), O Desprezo (1963), Bande à part (1964), Alphaville (1965), Pierrot le fou (1965; O demônio das 11 horas), Deux ou trois choses que je sais d'elle (1966; Duas ou três coisas que eu sei dela), La Chinoise (1967; A chinesa) e Week-end (1968; Week-end à francesa). O cinema de Godard nessa fase caracteriza-se pela mobilidade da câmera, pelos demorados planos-sequências, pela montagem descontínua, pela improvisação e pela tentativa de carregar cada imagem com valores e informações contraditórios. Após o movimento de Maio de 1968, Godard criou o grupo de cinema Dziga Vertov – assim chamado em homenagem a um cineasta russo de vanguarda – e voltou-se para o cinema político. Pravda (1969) trata da invasão soviética da Tchecoslováquia; Le vent d'Est (1969; Vento do Oriente), com roteiro do líder estudantil Daniel Cohn-Bendit, desmistifica o western, e Jusqu'à la victoire (1970; Até a vitória) enfatiza a guerrilha palestina. Mais uma vez, Godard procurou inovar a estética cinematográfica com Passion (1982), reflexão sobre a pintura. Os filmes seguintes, como Prénom: Carmen (1983) e Je vous salue Marie (1984), provocaram polêmica e o último deles, irreverente em relação aos valores cristãos, esteve proibido no Brasil e em outros países. (Nota da IHU On-Line)

[15] Marcos Faerman (1943-1999): jornalista, administrador cultural e professor nascido em Rio Pardo (RS), importante referência na história da imprensa brasileira por conta de seu trabalho como criador e editor de publicações alternativas que resistiram à ditadura militar e de suas reportagens, situadas na fronteira entre a literatura e o jornalismo. Escreveu mais de 800 reportagens para o Jornal da Tarde, durante 24 anos. Tornou-se conhecido pela prática do jornalismo literário. Começou a carreira aos 17 anos, quando foi contratado para trabalhar como jornalista profissional na Última Hora, de Porto Alegre, após levar para o jornal um manifesto estudantil. Integrou-se ao Partido Comunista Brasileiro em 1964 e, em 1967, fez parte da direção da Dissidência Leninista do Partido Comunista Brasileiro no Rio Grande do Sul. Em 1968, participou da fundação do Partido Operário Comunista (POC) e, eleito para a sua direção nacional, foi destacado para militar em São Paulo. No mesmo ano, ingressou no Jornal da Tarde, em São Paulo, como redator de internacional. Permaneceu no veículo ao longo de 24 anos, trabalhando como redator, editor de Esportes, sub-editor de Internacional, co-editor do Caderno de Sábado e reporter especial. Durante o governo Médici (1969-1974), foi detido várias vezes para prestar depoimentos no Departamento de Ordem Política e Social (Dops). Acabou se afastando do POC. A partir de 1970, atuou na imprensa alternativa, que fez oposição ao regime militar e discutiu temas ignorados pela grande imprensa ou proibidos pela censura, como a tortura praticada contra os presos políticos, os sucessivos cortes às liberdades individuais e os debates das correntes de esquerda. Foi, nesse ano, correspondente em São Paulo do semanário alternativo carioca O Pasquim. Lecionou na Faculdade de Jornalismo Cásper Líbero, em São Paulo, de 1996 até 1999. (Nota da IHU On-Line)

[16] Bernardo Bertolucci (1941): cineasta e roteirista italiano. Em 1961, trabalhou como assistente de direção no filme Accattone, de Pier Paolo Pasolini. Em 1962, dirigiu La commare secca. Obteve reconhecimento com seu segundo filme, Antes da revolução, em que já demonstrava seu estilo político e comprometido com seu tempo. Em 1967, escreveu o roteiro de Era uma vez no oeste, um dos melhores filmes de Sérgio Leone. Nos Estados Unidos, dirigiu O conformista (1970). Em 1972, lançou O último tango em Paris, considerado sua primeira obra-prima. Depois de fazer 1900, um filme monumental e muito ambicioso, Bertolucci partiu para o drama intimista em La Luna. Em 1987, consagrou-se com O Último Imperador, que recebeu nove Oscars, incluindo os de melhor filme e melhor diretor. Em O céu que nos protege (1990), rodado no deserto do Sahara, Bertolucci extraiu interpretações fantásticas de Debra Winger e John Malkovich. Seguiram-se O Pequeno Buda e Beleza Roubada. Seus últimos filmes falam de relacionamentos e sentimentos, são profundamente intimistas como Beleza roubada e Assédio. (Nota da IHU On-Line)

[17] Philippe Garrel (1948): cineasta, fotógrafo, roteirista, editor e produtor francês. Seus filmes já ganharam prêmios em eventos prestigiados como o Festival de Cinema de Cannes e o Festival de Veneza. Teve um relacionamento de 10 anos com a cantora e atriz alemã Nico entre 1969 e 1979, com a atriz participando em sete de seus filmes entre 1972 e 1979. Pai do ator e diretor Louis Garrel e da atriz Esther Garrel, fruto de seu relacionamento com Brigitte Sy. Inciou sua carreira cinematográfica cedo, escrevendo e dirigindo o seu primeiro filme, Lés enfants désaccordés, em 1964. Em 1982, recebeu o Prix Jean Vigo pelo filme L'enfant secret. Em 1994, ganhou o Perspectives du Cinéma Award no Festival de Cannes pelo seu film Liberté, la nuit (1983). Durante 10 anos, obteve grande reconhecimento no Festival de Veneza. Em 1991, recebeu o Leão de Prata por J'entends Plus la Guitare, que havia sido indicado para o Leão de Ouro. La Vent de la Nuit foi indicado para o Leão de Ouro em 1999. Dois anos mais tarde, Sauvage Innocence foi indicado para o Leão de Ouro e ganhou o prêmio FIPRESCI. Seu filme de 2005, Amantes Constantes, recebeu o Leão de Prata para Melhor Diretor. (Nota da IHU On-Line)

[18] Walter Benjamin (1892-1940): filósofo alemão. Foi refugiado judeu e, diante da perspectiva de ser capturado pelos nazistas, preferiu o suicídio. Associado à Escola de Frankfurt e à Teoria Crítica, foi fortemente inspirado tanto por autores marxistas, como Bertolt Brecht, como pelo místico judaico Gershom Scholem. Conhecedor profundo da língua e cultura francesas, traduziu para o alemão importantes obras como Quadros parisienses, de Charles Baudelaire, e Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust. O seu trabalho, combinando ideias aparentemente antagônicas do idealismo alemão, do materialismo dialético e do misticismo judaico, constitui um contributo original para a teoria estética. Entre as suas obras mais conhecidas, estão A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica (1936), Teses sobre o conceito de história (1940) e a monumental e inacabada Paris, capital do século XIX, enquanto A tarefa do tradutor constitui referência incontornável dos estudos literários. Sobre Benjamin, confira a entrevista Walter Benjamin e o império do instante, concedida pelo filósofo espanhol José Antonio Zamora à IHU On-Line nº 313. (Nota da IHU On-Line)

[19] Giorgio Agamben (1942): filósofo italiano. É professor da Facolta di Design e arti della IUAV (Veneza), onde ensina Estética, e do College International de Philosophie de Paris. Formado em Direito, foi professor da Universitá di Macerata, Universitá di Verona e da New York University, cargo ao qual renunciou em protesto à política do governo estadunidense. Sua produção centra-se nas relações entre filosofia, literatura, poesia e, fundamentalmente, política. Entre suas principais obras estão Homo Sacer: o poder soberano e a vida nua (Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2002), A linguagem e a morte (Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2005), Infância e história: destruição da experiência e origem da história (Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2006); Estado de exceção (São Paulo: Boitempo Editorial, 2007), Estâncias – A palavra e o fantasma na cultura ocidental (Belo Horizonte: Ed. UFMG, 2007) e Profanações (São Paulo: Boitempo Editorial, 2007). Em 4-9-2007, o sítio do Instituto Humanitas Unisinos – IHU publicou a entrevista Estado de exceção e biopolítica segundo Giorgio Agamben, com o filósofo Jasson da Silva Martins. A edição 236 da IHU On-Line, de 17-9-2007, publicou a entrevista Agamben e Heidegger: o âmbito originário de uma nova experiência, ética, política e direito, com o filósofo Fabrício Carlos Zanin. A edição 81 da publicação, de 27-10-2003, teve como tema de capa O Estado de exceção e a vida nua: a lei política moderna. Em 30-6-16, o professor Castor Bartolomé Ruiz proferiu a conferência Foucault e Agamben. Implicações Ético Políticas do Cristianismo. De 16-3-2016 a 22-6-2016, Ruiz ministrou a disciplina de Pós-Graduação em Filosofia e também validada como curso de extensão através do IHU intitulada Implicações ético-políticas do cristianismo na filosofia de M. Foucault e G. Agamben. Governamentalidade, economia política, messianismo e democracia de massas, que resultou na publicação da edição 241ª dos Cadernos IHU Ideias, intitulado O poder pastoral, as artes de governo e o estado moderno. Em 23 e 24-5-2017, o IHU realizou o VI Colóquio Internacional IHU – Política, Economia, Teologia. Contribuições da obra de Giorgio Agamben, com base sobretudo na obra O reino e a glória. Uma genealogia teológica da economia e do governo (São Paulo: Boitempo, 2011. Tradução de: Il regno e la gloria. Per una genealogia teológica dell’ecconomia e del governo. Publicado originalmente por Neri Pozza, 2007). Saiba mais aqui. (Nota da IHU On-Line)

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