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Seis em cada dez jovens argentinos de até 17 anos são pobres, aponta estudo



Realizado pela Universidade Católica Argentina, pesquisa levou em conta critérios como alimentação, saúde e educação; atualmente, 7,6 mi de crianças vivem em situação de vulnerabilidade


Do OperaMundi, 10 de Julho, 2017


Um estudo realizado pela Universidade Católica Argentina (UCA) indicou que seis de cada dez crianças argentinas com até 17 anos vivem em situação de pobreza estrutural.

Os critérios utilizados pelo Observatório da Dívida Social da Infância, órgão da UCA, que será divulgado na íntegra na próxima quarta-feira (12/07), foram divididos em seis áreas específicas. A análise é feita levando-se em conta o acesso dos jovens a alimentação, saneamento, moradia, saúde, informação e educação.

O estudo indicou que 7,6 milhões de crianças vivem em situação de vulnerabilidade no país. O levantamento realizado pela universidade ainda apontou que, atualmente, 58,7% das crianças da Argentina com até 17 anos vivem privadas de algum das seis áreas analisadas.

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7,6 milhões de crianças argentinas vivem em situações de vulnerabilidade, diz estudo

Segundo o estudo, a porcentagem atual representa uma pequena melhora em relação aos índices colhidos pelo Observatório em 2010. Há sete anos, 63,7% de todas as crianças até 17 anos vivam em situações de vulnerabilidade.

O documento considera como um fator relevante para a melhora dos indicadores a implementação em 2009, durante o governo de Cristina Kirchner, do programa social Asignación Universal por Hijo, que auxilia financeiramente pais e mães desempregados.

Panorama

Em maio, o Observatório da Dívida Social Argentina da UCA divulgou outro estudo apontando que a pobreza urbana no país havia chegado a 32,9%, somando o maior percentual em sete anos.

A pesquisa ainda mostrou que 2,7 milhões de pessoas vivem em situação de rua no país. Este número representa 6,9% da população argentina.

A Argentina vem lidando com crises econômicas e altos índices de inflação. Desde o começo do ano, o poder de compra dos trabalhadores diminui e país já enfrentou a maior taxa de inflação dos últimos 25 anos.

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