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Em Pimenta Bueno (RO), II Encontro da Juventude Indígena reflete conjuntura política e direito dos povos tradicionais

Com o tema “Juventude Indígena em luta pelos direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988”, representantes dos povos Aikanã, Sabanê, Tawandê, Guarassugwe, Kampé, Guaratira, Mamaindê, Latundê, Arara, Kwazá, Migueleno, Gavião, Zoró, Kujubim, Tupari, Sakyrabiat se reuniram no último final de semana, de 23 a 25, para o II Encontro de Jovens Indígenas. A assembleia aconteceu em Pimenta Bueno, cidade localizada na região sul do estado de Rondônia.


Do Cimi, 26 de junho, 2017

Fonte da notícia: Assessorias de Comunicação Cimi


Debates sobre a conjuntura atual do país e a legislação indígena fizeram do encontro um espaço de formação para as lideranças jovens. Para Célio Arara, o final de semana significou um momento de construção de novos saberes. “Estarmos aqui reunidos contribuiu para realizar uma troca de saberes e de experiências e partilhas das histórias dos povos”, afirmou. Para os jovens Ademildo Sakyrabiat e Sabrina Arara momentos como esse contribuem na unificação das reinvindicações e atribuem as juventudes o protagonismo de transformação. “Os jovens antes de ser o futuro, são o presente dos povos indígenas, nós estamos lutando, realizado nossas artes, nossas festas”.


Frei Volmir C. Bavaresco, em um resgate histórico das lutas dos povos indígena de Rondônia, recordou de encontros que firmaram a presença e identidade dos povos na região, como a reunião dos grandes caciques e tuxauas que deu início a luta organizada. “Os indígenas eram proibidos de realizar qualquer manifestação cultural, como falar a língua materna”, lembrou o missionário. Em seguida, Pedro Alcântara, expos uma análise de conjuntura nacional, regional e local, onde destacou os ataques violentos aos direitos fundamentais dos trabalhadores, estudantes e comunidades tradicionais pelo governo federal. “Existe em curso um apossamento e exploração das terras indígenas, quilombolas e demais comunidade tradicionais afim de mercantilizá-las; as violências praticadas por ruralistas contra as comunidades indígenas e a Crise política e institucional”, destacou o missionário do Cimi.

O II Encontro de Jovens Indígenas contou com a participação de membros não indígenas da Pastoral da Juventude (PJ) e da Juventude Missionária (JM) em um intercâmbio cultural e de saberes.


Com informações do Cimi Rondôni



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