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Suécia arquiva processo contra Assange, EUA persistem

A Suécia arquivou as acusações a Assange mas os EUA afirmam que a sua detenção é uma "prioridade". Assim, Julian Assange deverá permanecer na embaixada do Ecuador em Londres.

Da Esquerda.Net, 19 de Maio, 2017 


Julian Assange, numa foto publicada pelo próprio esta sexta-feira.

“À luz do facto de que todas perspetivas de investigação nas atuais circunstâncias estão esgotadas, torna-se desproporcionado manter o mandato de prisão de Julian Assange na sua ausência. Consequentemente, não há base sobre a qual se justifique continuar a investigação.” Este parágrafo define a o arquivamento da sentença de 2012 do tribunal sueco contra Julian Assange, que mantém o criador da WikiLeaks em asilo na embaixada do Equador em Londres.

“De forma a prosseguir com o julgamento, Julian Assange teria de ser formalmente notificado das suspeitas criminais contra ele. Não esperamos obter qualquer colaboração do Equador para tal. Em consequência, a investigação é encerrada”, explicam.

No entanto, “se ele [Assange], em data posterior, se tornar disponível, poderei decidir reativar a investigação com efeitos imediatos”.

Ou seja, apesar do arquivamento do processo, devido à indisponibilidade de notificação do próprio Julian Assange, o caso não morreu e pode até ser recuperado caso as autoridades tenham acesso a ele.

A ameaça de extradição para a Suécia terminou. No entanto, um pedido de extradição dos Estados Unidos da América não está ainda colocado de parte, e esse pedido seria automaticamente aplicado por parte das autoridades britânicas. Pelo que o exílio na embaixada do Ecuador deve por isso continuar dado que é esta ameaça que fundamenta o pedido de asilo de Assange.

A polícia metropolitana de Londres clarificou já publicamente que Assange seria imediatamente detido à saída da embaixada por ter violado as condições da sua liberdade condicional quando fez o pedido de asilo, em 2012.

Numa notícia de março, a Reuters noticiou que a investigação de um júri dos EUA à WikiLeaks foi alargada para incluir as investigações às fugas de documentos da CIA, o que reforça o pedido de asilo. Mike Pompeo, diretor da CIA, descreveu a WikLeaks como “uma agência de informação hostil”, bem como uma “ameaça” para a segurança nacional dos EUA.

Os advogados de Assange definem estas declarações como um “risco óbvio”, a que se juntam as declarações do Produrador-Geral Jeff Sessions, nomeado por Donald Trump, onde define que a detenção de Assange é uma “prioridade” apesar de o Departamento de Justiça dos EUA não ter apresentado até hoje qualquer acusação oficial.

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