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Parece a ditadura, afirma dirigente da CUT. Temer chama Exército Central critica ação. Força fala em infiltrados


Aparato repressivo avançou contra manifestação pacífica



Da Redação RBA, 24 de maio, 2017 


São Paulo – A manifestação das centrais sindicais e de movimentos populares em Brasília, contra as reformas do governo Temer e por eleições diretas, sofreu repressão policial, denunciada pelos sindicalistas, que ressaltam o caráter político da marcha realizada nesta quarta-feira (24). "Isso faz lembrar os piores tempo da ditadura", afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. "Mal a marcha chegou ao parlamento e já começou a ser reprimida com bombas em mulheres, crianças e trabalhadores que estão aqui só para defender seu direito de trabalhar livremente, tem seu direito trabalhista garantido, o acesso à Previdência. Mas se acham que vão nos intimidar, não vão. Vamos reconquistar a democracia neste país", acrescentou.


O presidente Michel Temer, via decreto, pediu convocação das Forças Armadas. O ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou a convocação de tropas federais para, segundo ele, "garantir a lei e a ordem". O governo evacuou os ministérios.

Segundo informações da CUT, após "provocação" feita por um grupo de mascarados não identificados pelas entidades organizadoras do ato, policiais investiram contra a marcha. "Infiltrados?", questionou a central. A polícia expulsou manifestantes do gramado diante do Congresso e prendeu pelo menos quatro pessoas.

A Força Sindical divulgou nota na qual rechaça "a infiltração de black blocs neste ato grandioso e significativo". "Não temos nada a ver com esses baderneiros", afirmou o presidente da entidade e do Solidariedade, deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (SP). "E igualmente atribuímos ao despreparo da Polícia Militar de Brasília grande parte da responsabilidade pelas cenas lamentáveis de depredação do patrimônio público. Em lugar de prender bandidos comuns e qualificados, de máscara ou de colarinho branco, infelizmente essa polícia se especializa em atacar trabalhadores e trabalhadoras."

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