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Delações decretam o fim do governo Temer, avaliam cientistas políticos

Aldo Fornazieri diz que presidente da República deve ter mandato suspenso pelo STF. Emir Sader acredita em renúncia


DA Redação RBA, 18 de Maio, 2017


'Eu acredito que Temer renunciaria. Ele é um cara fraco', diz o cientista político Emir Sader

São Paulo – Para o cientista político e e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) Aldo Fornazieri, o governo Temer acabou. "Se as delações (de Joesley Batista, dono da JBS) forem confirmadas, o governo Temer acabou. Não tem como Temer continuar no comando do governo", afirmou, hoje (18), à Rádio Brasil Atual.

Aldo diz que as revelações não causam espanto. "Surpreende a ousadia dos criminosos. Na chefia do governo e a Operação Lava Jato, ainda em andamento, eles não tiveram pudor em cometer crimes dessa magnitude", critica.

Fornazieri diz também que há duas saídas para Temer deixar o Palácio do Planalto: a cassação da chapa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ou ter o mandato suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Há precedentes do STF nesse sentido quando suspenderam o mandato do Eduardo Cunha. Esta é a saída mais rápida", disse.

O também cientista político Emir Sader acredita que a delação é o fim da linha para Michel Temer e acredita que o presidente possa renunciar ao cargo. "Eu acredito que Temer renunciaria, porque o governo dele já recuou bastante em diversas iniciativas. Ele é um cara fraco, colocado lá em uma condição muito superior do que ele poderia desempenhar", afirmou, igualmente à Rádio Brasil Atual.

Segundo o jornal O Globo, o dono da JBS, Joesley Batista, entregou uma gravação feita em março deste ano em que diz a Temer que estava dando a Eduardo Cunha e ao operador Lúcio Funaro uma mesada para que permanecessem calados na prisão. Diante dessa informação, Temer diz, na gravação: "Tem que manter isso, viu?"

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