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Ao bombardear a Síria, Trump ameaça a humanidade

Ao bombardear a Síria, os EUA colocam o planeta Terra à beira de uma guerra apocalíptica cujo desfecho poderia ser o fim da humanidade.


Do Blog da Boitempo, 7 de Abril, 2017
Por Miguel Urbano Rodrigues, e editores de ODiário.info


O ataque com mísseis contra uma base aérea síria na povíncia de Homs foi lançado a partir de navios da US Navy baseados na base naval de Rota, em Espanha.

O presidente sírio, Bassar Al Assad, já havia negado qualquer responsabilidade no bombardeamento de um hospital com armas químicas e reforçou a condenação dessa ação terrorista.

Nos Estados Unidos, destacados membros do Congresso, republicanos e democratas, apoiaram a iniciativa de Trump. Na véspera, Hillary Clinton havia sugerido que os Estados Unidos bombardeassem a Síria. Recorde-se que ela é partidária do recurso a armas nucleares, tal como a maioria dos generais do Pentágono. Na Europa, a França, o Reino Unido, a Alemanha, a Espanha e outros países da NATO apressaram-se a manifestar o seu apoio ao ataque armado à Síria.

O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou com veemência a agressão dos EUA a um estado soberano, a partir de um pretexto inventado. Anunciou a suspensão de todos os acordos com os EUA e pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU. O Irã também condenou a agressão. A China, cujo presidente se encontra de visita aos EUA, limitou-se a uma declaração ambígua.

A primeira conclusão a tirar do trágico acontecimento é a de que o atual ocupante da Casa Branca é um irresponsável, um tresloucado. O fato de ter sido eleito e a popularidade que o envolve são esclarecedores da decadência de uma sociedade para a qual o dinheiro é um valor supremo. Mas convém não esquecer que Trump atua como instrumento de uma máquina de guerra, de interesses econômicos e políticos e de um sistema midiático perverso e poderosíssimo.

O bombardeamento criminoso da Síria abre uma crise cujo desfecho pode ser uma nova guerra mundial, uma crise que põe em causa a continuidade da humanidade.

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Vem aí… Miguel Urbano Rodrigues é um dos autores do próximo número da revista da Boitempo, a Margem Esquerda, um volume dedicado inteiramente ao centenário da Revolução Russa, com artigos de Slavoj Žižek, Michael Löwy, György Lukács, Wendy Goldman, Maria Lygia Quartim, Rejane Hoeveler, Daniela Lima, Emir Sader, Ricardo Pazzelo, Anita Prestes, Maria Orlanda Pinassi, Valentina Terechkova, Astrojildo Pereira, entre outros!

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Miguel Urbano Rodrigues é um jornalista e historiador português. Nascido em Moura, em 1925, passou 20 anos exilado no Brasil entre as décadas de 50 e 70. Ele é um dos autores da nova edição da revista da Boitempo, a Margem Esquerda, um volume dedicado inteiramente ao centenário da Revolução Russa. Colabora com o Blog da Boitempo esporadicamente.

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